Collab Marcos Van Basten

MARCOS VAN BASTEN ( @mkzsvan) é fotografo, vídeo maker e skatista local de Barbacena- MG. Suas fotos tem personalidade e retrata o dia a dia em preto e branco do seu local.

Para Amee Skate Arte é uma satisfação imensa poder colaborar com os artistas / fotógrafos da região mineira porque acreditamos na inclusão do skate  e arte de diversas regiões e diferentes estilos e o Marcos, também conhecido como esquilo, é um skatista com um estilo e personalidade única onde fomenta a arte em seu local.

Seu olhar para a foto é minimalístico e sofisticado e resultou na nova collab da Amee : um shape limpo, monocromático e representativo.
 Veja a matéria completa aqui

Compre o shape aqui.

Shape  de marfim com a qualidade fiberglass ( uma camada de fibra de vidro que aumenta a resistência e deixa o shape mais leve).

Collab shape - Flávio Grão

 Collab Flavio Grão

A Amee Skate Arte fez um shape  com o artista plástico Flávio Grão, natural de SBC- SP e com fortes influências do punk rock e skate dos anos 90.

Dentre tantas artes e exposições já realizadas, Flavio Grão fez desenhos para shapes na Sims ( marca de skate dos anos 90/2000) e recentemente fez a capa da banda Dead Fish.

Veja a entrevista completa e conheça mais esse artista talentoso aqui :
https://ameeskatearte.com/?s=grao

Compre o shape do Grão aqui

Fotos e edição: João Lucas ( @joaolucasrt )

Collab Silvana Mello

A AMEE SKT ARTE fez uma collab especial com a artista plástica Silvana Mello, uma gaúcha paulistana que expressa muita atitude, pro ativismo e criatividade em seus trabalhos e que também foi vocalista da banda de rock LAVA nos anos 90.
 A Silvana produziu duas artes que serão impressas nos shapes nos tamanhos 8”, 8,25” e 8,5”.  Ambas as artes são quantidades limitadas.
 Vendidos exclusivamente na loja virtual da Amee . Vejaos shapes Aqui

 

 Ela expõem sempre seus trabalhos em variadas galerias de artes e
para saber mais sobre a Silvana Mello e onde ela estará com exposição
siga: @silvana_mello

Collab Zio BoardShop

 A loja Zio Boardshop , localizada em Lavras- MG é nossa parceira de longa data. Sempre  acreditando em  nossos produtos, lançamentos e exclusividades o que resultou  numa identificação  de conceitos e estilos. 

 E o resultado foi a criação de uma camiseta especial “AQUI É SKATE ” ,feita em malha 100% algodão com peças limitadas e disponíveis em 2 cores: preto e cinza mescla. Compre Aqui
 São vendidas exclusivamente na loja virtual da Amee Skate e na loja Zio.

Collab Stand Up

 

 Collab especial da Amee Skate Arte com a marca brasileira de skateboarding Stand Up ( 2011-2014).  

  Foram mais de 12 modelos de skate montados com cores e desenhos exclusivos da Amee Skate Arte com material de muita qualidade!
Produto importado, com shape be, prensado de marfim, heat transfer, truck de metal e roda de poliuretano.

A Stand Up foi uma marca de vestuário , shapes e acessórios de skate muito forte entre 2004 -2013 pelo qual teve uma equipe grande com nomes fortes, entre eles, Alexadrre Zik Zira e Daniel Marques.

  Foi uma parceria muito especial para nós da Amee e ficamos muito satisfeitos com o resultado.

Muito antes das medalhas olímpicas, o skate já enfrentava suas próprias batalhas. E muitas delas continuam até hoje.

A história do skate é marcada por resistência, preconceito e uma busca constante por liberdade. Muito além das manobras, o skate nasceu como uma forma de expressão, transformando ruas e espaços urbanos em lugares de criatividade, identidade e pertencimento.

Mas ocupar esses espaços nunca foi tão simples.

Manifestação de skatistas em 88 contra a proibição de andar de skate nas ruas em SP

No Brasil, o skate já foi associado à marginalidade e à desordem. Em 1988, chegou a ser proibido nas ruas de São Paulo. Em outros lugares do mundo, a história não foi muito diferente.

Nos Estados Unidos, skatistas enfrentaram proibições, multas e repressão policial em espaços públicos. Na Inglaterra, leis restringiram a prática em determinadas áreas urbanas. O que para muitos era apenas um esporte, para outros representava uma ameaça à ordem estabelecida.

Em países como o Afeganistão, a luta ganha outra dimensão. Projetos como o Skateistan utilizam o skate como ferramenta de educação e inclusão, especialmente para meninas que enfrentam profundas barreiras sociais e culturais.

Mulheres: uma resistência dentro da resistência

Se o skate precisou lutar para conquistar respeito, as mulheres enfrentaram uma batalha ainda maior.

Durante décadas, precisaram desafiar o machismo, a falta de oportunidades e a ideia de que o skateboard era um universo exclusivamente masculino. A categoria teve uma aceitação e uma adesão de mulheres praticando em 2010, quando Leticia Bufoni ganhando muita visibilidade e ganhando eventos importantes mostrando nivel elevado.

A luta feminina sempre foi muito além das competições. É também pelo direito de ocupar as ruas, participar do mercado, criar marcas, produzir arte, trabalhar nos eventos e ser reconhecida como parte fundamental dessa cultura.

Hoje, o skate feminino conquista visibilidade mundial, mas essa evolução foi construída por gerações de mulheres que resistiram, muitas vezes sem apoio ou reconhecimento.

Leticia Bufoni e Rayssa Leal
Leticia Bufoni e Rayssa Leal nas Olimpiadas

 

HISTÓRIAS DE LUTA E RESISTÊNCIA NO BRASIL E NO MUNDO:

 Skate proibido no Brasil 1988: quando andar de skate virou um ato de resistência

manifestacão de skatistas em 1988- SP

Em São Paulo, a luta pelo direito de andar de skate marcou a história de uma geração. Em 1988, durante a gestão de Jânio Quadros, a prática foi proibida no Parque do Ibirapuera e, posteriormente, em toda a cidade.

 

A resposta veio das ruas. Cerca de 200 skatistas participaram de uma manifestação, levando faixas e um abaixo-assinado com mais de 6 mil assinaturas. Entre os envolvidos na mobilização estava Márcio Tanabe, um dos organizadores do protesto.

Luiza Erundina
Luiza Erundina- 1989

A resistência ganhou força e encontrou apoio em Luiza Erundina, que, ao assumir a Prefeitura em 1989, revogou a proibição e passou a incentivar a prática do skate.

Foi uma conquista coletiva que mostrou a força de uma comunidade disposta a lutar por seu espaço.

Décadas antes de ser celebrado nos Jogos Olímpicos, o skate brasileiro já mostrava que sua maior conquista era a liberdade.

 

Como a união de skatistas salvou pico classico no Centro de SP- Anhangabaú

Salve o Vale! Manifestação dos skatistas na frente da Prefeitura de SP

 Mais uma conquista que entrou para a história do skate.
Em 2019, teve início um projeto de revitalização do local, que poderia condenar todo o pico emblemático da história do
skate brasileiro. Antes de ser derrubado, skatistas se uniram e lutaram por um espaço digno para a demanda de praticantes.

Memorial do Vale construído com as mesmas pedras do antigo projeto

 Inicialmente, a proposta da Prefeitura se resumiu à substituição do clássico monumento composto de arquibancadas por uma pista padrão, com rampas e corrimões. Cientes da possível tragédia, os amantes do spot criaram o movimento Salve o Vale!, criando soluções pra atender da melhor forma às necessidades do skate e da cidade. A partir disso, nasceu a ideia da construção de um memorial “skatável”.
Ref. Red Bull


Resistência em outros lugares do mundo:

1. Afeganistão — O skate como ferramenta de liberdade feminina

O Skateistan nasceu em Cabul, em 2008, utilizando o skateboard para promover educação, inclusão e oportunidades para crianças, principalmente meninas.

meninas no Afeganistão no projeto Skateistan

Em um país marcado por conflitos e severas restrições aos direitos das mulheres, o projeto criou espaços protegidos onde meninas puderam aprender, brincar e desenvolver autonomia.

O exemplo mostra como o skate pode representar muito mais que uma atividade esportiva: pode ser uma forma de resistência à exclusão. É importante distinguir, porém, a repressão aos direitos femininos de uma proibição geral do skateboard.

(Ref. Skateistan )

2. Estados Unidos — A criminalização do skate nas ruas

Na Filadélfia, o famoso LOVE Park tornou-se símbolo de uma disputa entre skatistas e autoridades.

Nos anos 1990 e 2000, a prática foi proibida no local, provocando conflitos, multas e detenções. O espaço era reconhecido mundialmente pela cultura do skate, mas seus frequentadores eram frequentemente tratados como um problema urbano.

Os skatistas perderam esse pico classico – o Love Park

(Ref.Encyclopedia of Greater Philadelphia )

3. Inglaterra — Restrições e multas por andar de skate

Em Manchester, uma regulamentação aprovada em 2001 proibiu a prática do skate em determinadas áreas do centro da cidade.

O caso foi analisado em um estudo publicado no British Journal of Criminology, que discute como restrições urbanas podem transformar uma atividade cultural e esportiva em motivo de punição.
(Ref. OUP Academic )

4. Camboja e África do Sul — O skate contra a exclusão social

Nesses países, o Skateistan também desenvolve projetos que oferecem educação e acesso ao esporte para crianças em situação de vulnerabilidade.

O trabalho tem atenção especial às meninas e demonstra como o skateboard pode ajudar a enfrentar barreiras econômicas, sociais e de gênero.
 

A luta continua

O skateboard chegou aos Jogos Olímpicos, conquistou espaço na mídia e ganhou reconhecimento mundial.
Os pais procuram escolinhas de skate para seus filhos e muitos sonham em ganhar muito dinheiro com o skate. Mas isso não significa que todas as suas batalhas tenham terminado.

Ainda existem preconceitos, desigualdades, falta de incentivo e dificuldades para quem vive o skate fora dos grandes eventos e competições.

O skate não pode ser valorizado apenas pelas medalhas ou pelo mercado de competições que movimenta. É preciso reconhecer suas raízes, sua diversidade e as pessoas que mantêm essa cultura viva.

O skate é uma ferramenta de inclusão social, resgate da violência e das drogas, saúde mental e física dentro de muitos outros benefícios. A historia do skate existe para lembrar a gente dessas conquistas.

O Dia do Skate existe para celebrar a cultura do skate, valorizar quem faz parte da cena e incentivar mais pessoas a conhecerem e praticarem o esporte.  A data é comemorada em 21 de junho e é conhecida mundialmente como Go Skateboarding Day. Ela foi criada em 2004…

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