Collab shape - Flávio Grão

A Amee Skate Arte fez um shape  com o artista plástico Flávio Grão, natural de SBC- SP e com fortes influências do punk rock e skate dos anos 90.

Dentre tantas artes e exposições já realizadas, Flavio Grão fez desenhos para shapes na Sims ( marca de skate dos anos 90/2000) e recentemente fez a capa da banda Dead Fish. Veja a entrevista completa e conheça mais esse artista talentoso no site : www.ameeskatearte.com

 

Fotos e edição: João Lucas ( @joaolucasrt )

A AMEE SKT ARTE fez uma collab especial com a artista plástica Silvana Mello, uma gaúcha paulistana que expressa muita atitude, pro ativismo e criatividade em seus trabalhos e que também foi vocalista da banda de rock LAVA nos anos 90.
 A Silvana produziu duas artes que serão impressas nos shapes nos tamanhos 8”, 8,25” e 8,5”.  Ambas as artes são quantidades limitadas.
 Vendidos exclusivamente na loja virtual da Amee , na loja Zio Boardshop e
nas lojas parceiras.

 Ela expõem sempre seus trabalhos em variadas galerias de artes e
para saber mais sobre a Silvana Mello e onde ela estará com exposição
siga: @silvana_mello

 A loja Zio Boardshop , localizada em Lavras- MG é nossa parceira de longa 

data. Sempre  acreditando em  nossos produtos, lançamentos e exclusividades o que resultou  numa identificação  de conceitos e estilos. 

 E o resultado foi a criação de uma camiseta especial “AQUI É SKATE ” ,feita em malha 100% algodão com peças limitadas e disponíveis em 2 cores: preto e cinza mescla.
 São vendidas exclusivamente na loja virtual da Amee Skate e na loja Zio.

 Collab especial da Amee Skate Arte com a marca brasileira de skateboarding Stand Up ( 2011-2014).  A Stand Up foi uma marca de vestuário , shapes e acessórios de skate muito forte entre 2004 -2013 pelo qual teve uma equipe grande com nomes fortes, entre eles, Alexadrre Zik Zira e Daniel Marques.

  Foram mais de 12 modelos de skate montados com cores e desenhos exclusivos da Amee Skate Arte com material de muita qualidade!
  Foi uma parceria muito especial para nós da Amee e ficamos muito satisfeitos com o resultado.

O selo SKATE VR traz nova geração de skatistas, artistas visuais e músicos da cena local de Volta Redonda – RJ. Continuando a história do Caos Vídeo, projeto audiovisual coletivo  e colaborativo nascido em 2005 na cidade, entrevistamos os produtores do vídeo e refletimos sobre o papel dos skatistas locais em manter a cultura do skate viva em sua cidade.  

Entrevista por: João Lucas Teixeira (@joaolucasrt @woarte)

Fotos por: Leonardo Avelino (@avelinophoto)

João – Eu sempre respeitei muito o skate em Volta Redonda, pela história,pelos eventos, pela produção videográfica e principalmente pelas pessoas envolvidas nisso tudo. Me reuni numa chamada de vídeo com Cadu Azevedo (@caduzevedo1 ), Dérick Vicente (@derick.vicente) Vinícius Salgado (@salgadovinicius) moradores de VR e Ramon Cândido (@ramoncandido) que é natural da cidade mas se mudou para os Estados Unidos recentemente, os  responsáveis pelas partes, edição e direção do projeto nos contam como foi o processo de criação e como é lançar um vídeo nesse momento de isolamento.

Pra quem não assistiu ainda, pegue um copo d’água e sente-se numa cadeira confortável e aproveite essa maravilha de vídeo:

Pergunta: Quem são os personagens do Caos Vídeo 3 que estão conosco hoje? se apresentem por favor.

Cadu – Eu sou Carlos Azevedo, skatista de volta redonda e estudante de cinema

Dérick – Dérick, skatista há uns 15 anos haha

Ramon – Eu sou imigrante e skatista hahaha

Vinicius – Eu sou vinicius, ando de skate e filmo skate.

Risadas e mais risadas <3 na ordem de cima pra baixo a esquerda pra direita, Cadu Azevedo, Dérick Vicente, Ramon Cândido e Vinícius Salgado

Pergunta um: Como foi o processo criativo do vídeo de vocês e de onde vem o nome Caos Skate?

Cadu- No início do início a gente sai pra andar e filmava. Um tempo depois a gente juntou pra fazer a parte do Derick, tava rendendo bastante. Foi muito engraçado porque depois que a gente terminou eu disse, pô, tem muita imagem lá em casa, Vinicius também, Ramon tinha uma parte pronta que não tinha sido lançada antes dele ir pros Estados Unidos.

Vinicius- Foi quando uniu tudo assim, a gente nem tinha um plano do projeto certinho e tal.

Cadu- Dá pra fazer um vídeo inteiro, com 3 parte e mais umas partes da galera. A parte do Ramon tava quase finalizada, a gente somou tudo e foi trabalhando em cima. 50% desse vídeo foi ao acaso assim, foi só acontecendo

Quando ainda dava pra aglomerar sem problemas. Da esquerda pra direita: Dérick, Vinícius, Cadu e Henrique Nunes.  Foto: Leonardo Avelino (@avelinophoto

Ramon- Na verdade, pela experiência e inteligência que nós temos, nada é por acaso, tudo aconteceu porque teve que acontecer, a ideia surgiu porque teve de surgir então tudo aconteceu como tinha que acontecer.

Cadu – Sobre o nome, Caos Skate, eu tinha conversado contigo um mês atrás, não tínhamos um nome ainda. Pensamos que seria legal colocar o nome do Caos Skate Video, primeiro porque a gente não tinha um nome muito bom e segundo porque o projeto do Caos nasceu aqui em Volta Redonda – RJ e são vídeos muito marcantes pra gente.

Vinícius – A gente foi influenciado diretamente pelos primeiros dois vídeos (2005 e 2008). A gente tava conversando sobre isso no começo do projeto, o Maurício (Nava, skatista profissional natural de Volta Redonda) falou que a gente ia fazer o Caos 3. Vamo sair pra gravar e juntar as imagens. Ele sempre dava essa ideia assim, e acabou que a gente fez mesmo.

Pergunta: Pelo que a gente tinha conversado, anteriormente, o final da pós-produção de vocês estava acontecendo quando a pandemia/isolamento começou. Como vocês lidaram com isso e como acham que isso afetou o projeto de vocês?

Vinicius- No último dia que a gente gravou/editou o vídeo, estávamos nós 3 (Cadu, Derick e Vinicius) e já sabendo que isso ia rolar, editamos o máximo possível mas faltou muita coisa. Ainda tinha que terminar as rotoscopias que eu fiz pra intro e créditos do vídeo e editar algumas coisas. Decidimos terminar tudo online por chamada de vídeo cada um no seu canto.

Cadu- O esqueleto do vídeo tava pronto quando começou o isolamento, aí ficamos refinando e reorganizando o vídeo em conjunto. O vídeo tinha 15 minutos no início, depois desse processo passou a ter 20 minutos. A organização do lançamento, onde lançar, como lançar, vai fazer premiere ou não vai, foi ainda mais demorada. Não digo que foi bom, porque estávamos determinados a fazer um evento, mas fez com que tivéssemos tempo pra pensar com muita calma nisso. Esse tempo que a gente ficou meio ocioso contribuiu pra que a parada fosse sendo modelada e andando em seu próprio ritmo.

PERGUNTA: Essa separação do isolamento, o Ramon nos Estados Unidos, cada um com seus projeto pessoais, como vocês se organizam pra trabalhar isso de maneira conjunta e como é continuar essa ideia coletiva do “Caos Skate” com uma nova galera encabeçando a ideia?

Ramon – É a mesma galera, mas outras pessoas do mesmo pessoal.

Cadu – É o mesmo nicho assim, sub galeras, dentro da galera tem as subgaleras hahah

Ramon – Agora todos juntos onlinemente assim hahaha

Vinicius – Todo esse momento que a gente tá vivendo e o nome do vídeo ser Caos tem tudo a ver assim.

Ramon- Espero que todos os integrantes dos Caos antigos (1 e 2) assistam e vejam e gostem da gente ter continuado a ideia. Não é porque outros integrantes não participaram que não vai ser maneiro e não vai ter um aprovação assim. O importante é a continuidade, nós somos essa geração de agora, a geração que vai continuar isso,  assim como vai vir a próxima e a próxima e elas vão continuar, temos que incentivar e apoiar porque o skate se constrói fazendo essas coisas.

Vinicius- E com todo esse momento que a gente tá vivendo e o nome do vídeo ser Caos tem tudo a ver, até pra soltar o vídeo agora e marcar esse momento.

Cadu- É uma perpetuação da história. Tirando o Rio de Janeiro (capital) eu não consigo pensar outra cidade no estado que tenha uma história tão longa e diversa no skate quanto Volta redonda.

Ramon- Nem só Rio no, no Brasil assim, a cidade foi uma das primeiras do Brasil a ter uma pista de skate.

Cadu- Tirando o nosso vídeo que vai sair agora, se você contar, tem uns 6 vídeos grandes de rua, todo esquematizado, com partes individuais e mais de 20 minutos. É um número muito grande em comparação ao tamanho da cidade e ainda mais com a cena hoje em dia, que é muito menor do que era uns 6 / 7 anos atrás.

Ramon – Eu to ansioso assim pra ver essa recepção. Tá sendo muito daora, acompanhar isso. Esses muleque aí, Vinicius, Cadu são mágicos. Daora de ter a ideia de continuar a coisa e se arriscar, sendo que já é uma coisa que já existe e todos que criaram esse nome não estão presentes na produção em si. A coisa é do skate, não é do projeto assim.

Magia do No Comply nos pés do Cadu Azevedo. Foto: Leonardo Avelino (@avelinophoto)

Cadu- É legal ter essa aprovação também. A galera assistiu, o Nava (Marcelo Nava, skatista profissional natural de Volta Redonda e um dos criadores dos dois projeto anteriores do Caos) se amarrou. Mandei pra ele meia noite, ele assistiu, se amarrou e depois 2 da manhã ele me manda mensagem “Assisti de novo, ficou muito foda!” hahahah nem tava finalizado ainda, mas ele já curtiu.

Vinicíus – Antes da gente decidir o nome, eu já tinha essa sensação que isso seria algo equivalente ao Caos 3, mas não sabia se o jeito que tava ia ser maneiro, ia funcionar assim com essa continuação. Aí a gente decidiu em fazer os créditos, as animações, pra dar esse amarrada no projeto e dar uma estética relacionada.

Pergunta: Conhecendo vocês, eu sei que são personalidades e estilos muito diferente de observar e performar com o skate. Cada uma das partes tem uma estética e escolhas que acho super ligadas a essa forma que vocês usam o skate no espaço. Como vocês pensaram nessa representação das personalidades de cada um e nessa ligação entre as partes dentro do vídeo?

Vinicius – A princípio o Dérick tinha mais imagem e a gente se juntou pra editar. As coisas foram se criando a partir disso.

Cadu- Cada parte mostra a identidade de alguém. A do Ramon tem trance como trilha, todo mundo que conhece ele, sabe que combina com ele. A parte do Dérick é cheia das ladeira, do rolê rápido mas conhecendo ele, você sabe que não pode ser um rock pesadíssimo, não combina com ele. Ele é uma pessoa calma que anda rápido, a gente queria encontrar uma trilha que acompanhasse essa sensação assim. Acabamos escolhendo um rock mais psicodélico viajado. A minha parte tem umas coisas em preto e branco, porque eu sou ligado com essa coisa do cinema e da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional, metalúrgica da cidade). Procuramos mostrar o máximo possível da cidade assim, Volta Redonda-centrista assim hahaha. E com isso, as únicas músicas que não são de artistas da cidade são a da minha parte e do Dérick. A primeira parte tem até música da lendária Speed Cream, do Maurício com o Dérick. A do Ramon é do Acidose que é skatista daqui, a Reverse da parte da galera e o Bowl Rider fecha nos créditos, que é skatista daqui também. Todo o ecosistema é daqui.

Quando o tema é versatilidade o grupo se aventura em todos os terrenos possíveis. Da esq. pra direita: Fs Disaster do  Ramon Cândido, Fakie Noseblunt Early Grab Drop do Dérick Vicente e Switch Bigspin do Cadu Azevedo em baixo. Fotos por: Leonardo Avelino (@avelinophoto)

PERGUNTA: O que vocês tem em mente pro futuro, o que será do Caos depois de vocês?

Cadu – Essa é uma pergunta difícil, eu acho que daqui pra frente querendo produzir mais vídeos, tô gostando mais de fazer os vídeo que de andar mesmo, direto eu nem lembro que tenho parte nesse hahaha Sobre o Caos eu não sei, espero que no futuro alguém daqui pegue essa ideia e continue. A gente não sabe muito sobre o futuro, os momentos são incertos, mas sobre o presente eu tenho uma perspectiva que esse vídeo que a gente tá lançando seja um respiro pro skate daqui de VR, que tá bem fraco assim em comparação com 5 anos atrás.

Dérick – Fraco não tá, tá segregado né.

Cadu – Tá fraco no sentido comercial, de mídia, de evento e tal. Tá num cenário bem frio assim, falta uma aquecida. O Caos sendo um projeto conhecido, que dá pra sair da cidade e ser mostrado em outros lugares, pode ser uma motivação pra movimentar e talvez dar um primeiro passo pra daqui alguns anos outras pessoas fazerem o mesmo.

Dérick – Eu acho que vai tomar uma proporção maior do que a gente tá pensando, vai ser um boom mesmo tá ligado? Aqui a galera tem muito potencial, mas tá todo mundo morgado, na mesma assim.

Vinícius – Como a gente não tinha um plano pra fazer o vídeo, fomos chamando a galera, o grupo no whatsapp foi crescendo e acabamos filmando com muita gente diferente. Daqui e de fora.

Não é só quem dá entrevista que faz o vídeo acontecer, àqueles que contribuíram, seu créditos!
Bs Crooked do Pedro Henrique Nem (@nemdabel) foto: Leonardo Avelino (@avelinophoto)
Boneless do Tiago Azevedo (@tiago.azevedo76) foto: Leonardo Avelino (@avelinophoto)

Cadu- Volta Redonda é um ovo mas tem um monte de crew diferente, acaba sendo muito diverso assim. Pode ser uma parada que unifique mesmo que não tenha todo mundo no vídeo, que acenda alguma coisa pra cidade voltar a andar mais firme junto. Talvez esteja sendo ambicioso demais, mas as coisas tem que acontecer pra isso progredir.

Vinicius – Se surtir o efeito do mesmo jeito que teve em mim quando eu assisti o Caos 2 vai ser muito legal. Eu consumia muita coisa de skate daqui quando comecei a andar e se tiver esse efeito em alguém eu acho que valeu a pena e que vai propagar da mesma forma.

Cadu – É isso né, contribuir de alguma forma na história da cidade e do skate na cidade.

Vinicius – O Cadu vai mudar de cidade, mas eu pretendo continuar filmando aqui e desenvolvendo essa mídia de skate aqui. 

Pergunta: Que novos projetos continuem a acontecer e que a cena daí só cresça! Obrigado vocês pela entrevista e  obrigado Leonardo Avelino pelas fotos, o vídeo tá muito bem feito e valeu muito a pena terem pegado esse projeto. Uma maneira coletiva e comunitária de produzir conteúdo de skate de qualidade hoje em dia!

Cadu – Obrigado pelo espaço e por procurarem a gente para a entrevista!

LEGENDA: poesia de Marcelo Teixeira (@marcelonugget) que abre o vídeo e fecha nossa entrevista

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