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Para a Amee sempre foi importante a inclusão do skate feminino em espaços somente ocupadas por homens. E a assinatura de um shape pro model era um desses espaços ( como outras várias) até então exclusivas por homens. Tanto para a Amee quanto para a skatista profissional Ligiane Xuxa foi um desafio e com certeza um marco importante para o skate feminino onde abriria a possibilidade e a certeza de que sim!  mulheres podem e devem ter produtos assinados pelas marcas!
A arte foi feita pela própria skatista que também é uma artista: pinta quadros, lixas e faz tatuagens tudo com autenticidade e estilo próprio.
É importante repostar a matéria sobre esse lançamento de 2014 já que muitos fragmentos desse evento foram perdidos com as atualizações dos sites e porque, também,  é um marco importante para a Amee.

Vídeo de como foi o processo para a Xuxa.

Acompanhe a matéria  feita  pelo site X Games,em 2014,  com as fotos do Uriel Basso.

Texto : X-Games / Uriel Basso

Os irmos Paulinho Barata e Fernando Araken parabenizando a amiga pelo lançamento do primeiro pro model.
Foto: Uriel Basso
Skatistas de várias regiões do Brasil que vieram para prestigiar o lançamento do pro model da Xuxa- Marta Linaldi, Estefania Lima, Pipa, Euli, Jaque Damasceno , Karin Lisboa, Suka, Aline Dantas…

Ter um nome assinado em um shape é um dos grandes sonhos de todo skatista que pretende seguir uma carreira. Muito mais que ter o nome estampado em um pedaço de madeira, este fato representa um marco na carreira de um skatista profissional. Em um pro model está agregado a valorização do skatista por todo o trajeto que ele percorreu até esta conquista. Mas isso, ainda é uma conquista para poucos no Brasil, principalmente para uma skatista profissional.

Puxando a responsabilidade e dando o devido valor a categoria a Amee Skt Art – marca feminina de skate idealizada pela skatista Tat Marques, desde 2009 – lança o 1º pro model de shape da skatista profissional Ligiane Xuxa, um dos maiores nomes do skate feminino nacional, escolhida em 2011 “Mellhor Skatista Feminino”, no Troféu CemporcentoSKATE.

Evelyn Laine, grande fomentadora do skate feminino no Brasil com a Ligiane Xuxa. Foto : Uriel Basso

 

Parceria de longa data entre skatistas profissional Junior Pig e Ligiane Xuxa. Foto Uriel Basso

“O conceito da Amee Skt Art é ser uma marca de skate. O estilo é skate feminino, mas somos skate. A marca já tem uma linha de shapes de qualidades e bem pensados, tanto para as mulheres como para os homens usarem. E a idéia de fazer um pro model da Xuxa é consequência da vontade que sempre tive de ver o skate feminino ser respeitado como skate. Eu ando de skate há muitos anos, já tive muitos patrocinadores, corri campeonatos, fiz parte de uma associação e sei o quanto é difícil para uma mulher se lançar como profissional, uma categoria que sempre lutamos para ter no feminino. Eu admiro o skate da Xuxa e respeito o trabalho e a atitude que ela teve em passar para profissional por estes motivos chamei ela para assinar o primeiro pro model da Amee. É a primeira vez que uma marca feminina lança um PRO Model de uma skatista profissinal.” – finaliza Tat Marques, proprietária da Amee Skt Art.

Tat Marques responsavel pela marca Amee Skate Arte e a skatista profissional Ligiane Xuxa. Foto Uriel

Para esta ocasião especial fizemos uma entrevista com Xuxa para saber mais detalhes sobre este marco no skate brasileiro.

O lançamento do pro model da Xuxa foi realizado no dia 19 de abril na Arena Clube do Skate (SP), que contou com uma exposição de arte e uma disputa de best trick feminino.

 

Jessika Barreto e Euli
Karen Feitosa- fs rock sllide . Foto Uriel

 

 

Acompanhe a entrevista:

Qual é a sensação de lançar seu primeiro pro model de shape por uma marca de uma outra skatista? 
É realmente surreal! Principalmente por conhecer a dona da marca, que é a Tat Marques e sua história com skate. E a melhor coisa é o fato de sermos skatistas mulheres que vivemos e respiramos basicamente os mesmos sonhos, e hoje poder ter esse sonho realizado é realmente indizível as emoções e a satisfação  que sentimos. Fora que é uma marca feminina, feita com um ótimo material, e esta ai no mercado para quebrar também esse tabu de que só porque é uma marca feminina homens não podem ou não se dão ao luxo de usar.

Mesmo com este grande reconhecimento sabemos que as condições para uma skatista poder viver do skate ainda é dificil não só no Brasil mas mundo afora. Qual é o motivo desta falta de investimento nas skatistas?

O motivo é a falta de pessoas visionárias. Digo isso as pessoas que estão no poder, que tem condições para valorizar essa categoria, mas infelizmente o recalque e a falta de atitude desses grandes donos de marcas fica a desejar…. é realmente lamentável porque hoje em dia temos uma legião de meninas e mulheres que dedicam sua vida no skate. É muito talento não sendo valorizado, mas essa história é milenar e assim como a Amee teve a atitude de valorizar e fazer acontecer, a esperança é a ultima que morre! Acredito que essa história milenar da desvalorização do skate feminino tanto aqui como no mundo a fora vai e já esta se transformando.

Qual a maior dificuldade de uma skatista conquistar este feito de ter um pro model no Brasil?
A maior dificuldade infelizmente é a falta de reconhecimento do mercado, pois hoje em dia no universo do skate feminino transbordam talentos.

Qual o conselho que você dá para outras meninas que pretendem se dedicar no skate e um dia conseguir lançar um pro model como você , além de conquistar o reconhecimento dentro deste meio tão concorrido?
É fazer o que ama com muito amor e alimentar todos os dias esse amor. Alimentar sua fé e alimentar o seu foco, o resto consequentemente vai conspirar e acontecer naturalmente. E aproveite sempre o hoje porque a vida a todo instante nos dá oportunidades, a morte não…viva!!

O que você achou da repercussão  do lançamento do seu pro model?
Foi muito foda! Quem estava presente no dia do lançamento sabe muito bem o significado deste “foda”.

Foram várias pessoas (evento realizado no Arena Clube do Skate) e foi ai que, não só eu quanto a Amee, recebemos um grande abraço do reconhecimento.

Acredito muito que esse reconhecimento vai ser maior do que já está sendo, pois para mim tudo que é plantado com amor, seus frutos, para os seres que realmente sabe apreciar será sim desejado, porque é só realmente provando a fruta para sentir a sua essência, seu sabor e sua qualidade.

Agradecimentos:
Gostaria de agradecer primeiramente a Tat Marques que acreditou, valorizou e concretizou um sonho de ter um pro model de shape com minha arte. Gostaria de agradecer também a todos envolvidos, amigas e amigos que sempre me fortaleceram! E um agradecimento especial ao Arena Skate Clube por ter apoiado o lançamento disponibilizando o local. Gratidão!

Shape pro model Ligiane Xuxa
Arte do lançamento do Pro Model Xuxa. Foto Suka

 

 

Por: Amee skate Arte
Fotos: Uriel Basso
Fonte entrevista: site X-games

Saiba mais sobre a Amee Skate Arte: aqui
Conheça os produtos da marca aqui

Conheço a Karen Jones há uns 16/17 anos e o que sempre me chamou à atenção foi a criatividade, multiatividades e o foco que tinha em seus diferentes objetivos. ⁣
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Influência pesada na propagação do skate feminino com suas inúmeras aparições em revistas, tvs (já foi entrevistada pelo Jo Soares) e em propagandas. 1ª campeã mundial no vertical, representante brasileira do skate feminino em campeonatos dessa categoria, quando ainda estava em expansão.⁣
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Lembro quando a vi acertar pela primeira vez um Bs Flip Indy, no half do Mineirinho (2005/2006), foi ali que eu tive certeza que o feminino no Brasil não ia ter limites. ⁣⁣
Lançou seu novo EP – O pequeno Excesso que você escuta clicando aqui.

Texto: Tat Marques
Para : Divas Skateras

 

Lançando seu EP

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Acompanhem a entrevista da multi artera Karen Jones e suas artes atuais.⁣
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DVS – O skate pra você é?⁣
Um caminho.⁣
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DVS – Qual é a sua arte?⁣
Atualmente música.⁣

DVS – O que te fez seguir neste estilo?⁣
Faz muito sentido pra mim escrever e tocar. Desde que tive acesso a programas de gravação de áudio, fui fuçando, explorando sons, empilhando melodias. ⁣
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DVS – Qual a relação do skate com a sua arte?⁣
A música faz parte do dia a dia, e escrever sobre também. Eu sofri muitas desilusões amorosas, poucas dentro do skate até. No fim das contas, acabo falando de sentimento. Acho que o skate influencia na maneira como vejo o mundo, as pessoas que tenho contato e como sou moldada por tudo isso também. Tive oportunidade de viajar, conhecer muitas culturas e acho que isso acaba refletindo no que produzo.⁣
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DVS – De onde veio e vem a inspiração?⁣
Vou falar mais sobre a fase atual, senão vai virar um livro, rs. Acho que vem da simplicidade. De não complicar, de fazer “sem pensar”, sem deixar enroscar. Eu tenho tendência a ser perfeccionista e obsessiva. Então coisas minimalistas, descomplicadas e leves tem sido minha inspiração.⁣

 

Karen Jones- Foto @eduardobraz74

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DVS – Você é multitalentosa: escreve, canta, toca, desenha, pinta, cozinha, é mãe e ainda anda de skate. Como consegue conciliar tudo isso?⁣
Não consigo né meu bem. Antes de ter filho eu tinha uma certa organização, além de privilégio. Eu tive muitas oportunidades que a maioria não teve. Sou branca, de uma família classe média e isso, por si só, já responde muitas coisas ao meu ver. Mas mesmo dentro desse contexto sempre usei meu tempo nas coisas que eu gostava, como desenho, música, escrita, nunca curti muito sair à noite por exemplo e sou um pouco anti-social. Aí acabava sobrando mais tempo para essas outras coisas, hehe. ⁣

Leia também a entrevista da artera – Vitoria Bortolo

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DVS – Para você qual a importância da manifestação artística na vida e no skate?⁣
A arte expressa aquilo que a gente não pode explicar com o racional, com a mente, é um tipo de linguagem que para mim fica com 50% de responsabilidade de comunicaçã, hahaha. ⁣
É o que nos nutre de maneira profunda, nos conecta com o que não conseguimos expressar. No skate eu penso no skatista, que já é alguém que rompeu um pouco com coisas tradicionais. Pra esse cara (mina), faz muito mais sentido abraçar a arte junto com o skate, porque skate sem arte é tipo um corpo sem alma, uma carcaça sem vida.

 

 

DVS – Você tem muita experiência e vivência no skate feminino. E na sua opinião o que vc acha da atual cena do Skt feminino e o que falta para a profissionalização das Skatistas tanto em campeonatos como produtoras da própria cena ( Filmakers, produtoras, fotógrafas, e etc)?
Eu venho falando disso a algum tempo já toda vez que me perguntam o que falta pro skate feminino…e a primeira coisa na minha opinião é oportunidade abrangente. Abertura pras minas negras, pras mães, pras menos favorecidas financeiramente. A gente consegue melhorar isso com atitudes desde os campeonatos grandes não cobrarem uma fortuna pra inscrição, as mídias abrirem esse espaço pra contar as histórias, as marcas patrocinarem minas, e minas fora do padrão. Eu sempre tentei usar meus privilégios para conseguir coisas pro skate feminino, talvez não tenha sido o suficiente, eu entendo, mas vou continuar usando e não vou descansar até ver que melhorou o que as minas merecem..
Eu acho que aquelas que tão bem no game tem que usar a influência pra trazer o máximo de outras meninas com potencial pra perto, dentro do possível. Digo isso por constatação prática…desde a primeira capa da Tribo que fiquei enchendo o saco dos editores por meses até eles cederem a botar uma mina na capa, inúmeras skateparks que consegui mostrar o quão importante era uma sessão só de mina de graça ou pagando menos, até a igualdade da premiação em nível mundial vindo de um posicionamento apoiado por um grupo forte. Se nós não tivermos ali, ninguém vai fazer por nós…
Acho importante tb nos conectarmos de vdd e nos apoiarmos dentro do possível. É claro que as vezes vc nao se da bem com alguém e faz parte. Mas eu acredito que não adianta fazer discurso de inclusão e não ser acolhedora umas com as outras na prática. Eu mesma já fui muito mais fechada do que sou hoje em dia, e faz parte também do amadurecimento de cada uma se dar a chance de aprender. Hoje eu não consigo estar numa sessão com outras minas e não querer proporcionar um momento legal pra todo mundo. Então eu acho que passa por atitudes simples, o que tá ao seu alcance… desde um sorriso, ajudar com uma peça, somar nas idéias, exigir que a marca que te patrocina faça mais coisas relevantes pela categoria, contrate profissionais mulheres (principalmente negras), etc.. To falando isso e anotando aqui pra mim mesma tb pra jamais deixar passar!

 

DVS- um recado para as Skatistas?
Eu queria dar um recado não so pra skatistas mas pras minas que giram em torno do nosso universo. Primeiro é: pesquisem a história do skate, saibam quem veio antes de vocês e honrem essas mulheres. Todas foram importantes pra termos a liberdade que temos hoje. Não foi do dia pra noite e skate não começou em 2008!
Se vc é fotografa, video maker, COLE com as minas do skate! A gente PRECISA de foto, de material, e vc quer aprender a filmar/fotografar skate é bom pra todo mundo! Eu faço isso direto, mando inbox pra minas que eu curto o trampo e peço ow, vem me fotografar? Vamos trocar? Já aconteceu várias vezes deu levar até essas minas pra dentro de marcas, fazermos trabalhos juntos e ser incrível.
Criem, não tenham medo… façam sua arte. Desenho, colagem, rima, poesia, moda. E não tenham medo de errar, de ficar ruim, de ter que provar algo… E troquem muito, colaborem. O skate precisa de designers, estilistas, fotografas, DJS. Se juntem, façam eventos, zines, músicas, zueiras. Pra mim é indiscritível o poder que 2 ou 3 minas juntas fazendo uma parada verdadeira tem.
Esse é mais pra quem tá chegando agora..vcs vao ver muito skate na tv daqui pra frente e eu quero que vcs saibam que skate NÅO é só aquilo. Aquilo é uma parte, relevante, mas é pra uma meia dúzia… a realidade de 99% não é essa e ninguém é menos legal por isso, aliás, tem muita gente que nunca correu um campeonato na vida que entende muito mais o que é ser skatista do que quem tá aparentemente “bem sucedido”. Se mantenha fiel ao seu principio e toda vez que tiver insegura ou tiver duvida se lembre porque diabos foi que vc começou a andar.

Fotos: @eduardobraz74 / arquivo pessoal da karen Jones
Texto: Tat Marques ( @tat_marques )

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Arteras é um espaço de entrevista com as skatistas ( mulheres ) que praticam a arte alem do skate. Artes como: pintura, design, música, edições em videos, dança, literatura, moda entre outras tantas formas de expressão artística no instagram do Divas Skateras feito pela skatista e fundadora da Amee Skate Arte Tat Marques no intuito de informar e inspirar as pessoas com as diversidades dentro da cultura do skate .

Divas Skateras é um projeto idealizado pela skatista de Cuiabá Estefânia Lima, desde 2006, para promover e unir as skatistas de diferentes lugares do Brasil. Produziu grandes eventos como o encontro de skate feminino simultâneo no Brasil ” Divas Session” e o vídeo ” We Can Do It ” só com mulheres.

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