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Skate, arte e moda: por que essas três linguagens andam juntas?

Skate, arte e moda streetwear fazem parte de uma mesma história: a história da cultura urbana. Muito antes de o streetwear chegar às grandes vitrines e o skate conquistar novos espaços, essas linguagens já se encontravam nas ruas, nas pistas, nos muros, na música e na maneira de se vestir.

 

 

Mais do que uma tendência de moda, o streetwear ligado ao skate nasceu da necessidade de expressão, identidade e pertencimento. Ao longo das décadas, skatistas, artistas, músicos, designers e marcas independentes ajudaram a construir uma estética que continua influenciando a moda contemporânea.

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Mas como skate, arte, música, grafite e moda streetwear ficaram tão conectados?

A cultura do skate vai muito além das manobras

Para entender essa relação, é preciso olhar para o skate como uma manifestação cultural.

O skate transformou a maneira como muitas pessoas enxergam a cidade. Calçadas, escadas, corrimãos, bancos e praças deixaram de ser apenas elementos urbanos e passaram a fazer parte de uma nova forma de expressão.

O skatista observa o espaço de maneira diferente. Encontra possibilidades de movimento, cria novas linhas e transforma obstáculos em desafios.

Essa liberdade de interpretação aproxima o skate da arte.

Assim como um artista utiliza diferentes materiais para transformar uma ideia em imagem, o skatista utiliza o próprio corpo e o ambiente urbano para criar movimento.

Por isso, o skate sempre esteve relacionado a outras manifestações culturais, como música, fotografia, cinema, grafite, design e moda.

Skate e arte: quando o shape vira uma tela

Um dos exemplos mais evidentes dessa relação está nos próprios shapes.

Ao longo da história do skate, os shapes passaram a receber ilustrações, fotografias, personagens, colagens, símbolos e tipografias. O espaço que inicialmente tinha uma função esportiva também se tornou uma superfície para expressão artística.

shape Amee com a arte do Grão. Shape que ganhou premio de melhor desenho em shape no STU Awards

A arte aplicada ao skate ajuda a construir a identidade de uma marca, de um artista ou de uma determinada geração.

Por isso, um shape pode representar muito mais do que um equipamento.

Ele pode carregar uma história, uma referência cultural ou uma ideia.

shape Amee com arte da artista e skatista mirim – Alice Marques de apenas 11 anos

O mesmo acontece com camisetas, moletons, bonés, pôsteres e outros produtos ligados ao streetwear. A imagem passa a fazer parte da identidade de quem usa.

A influência do grafite e da arte urbana

A relação entre skate e grafite também ajudou a formar a estética da cultura urbana.

As ruas se tornaram espaços de experimentação para diferentes artistas. Letras, personagens, símbolos, cores e intervenções visuais passaram a dividir espaço com pistas de skate, eventos, lojas e outros pontos de encontro da cultura urbana.

Essa proximidade criou uma linguagem visual própria.

Veja mais sobre a Gabirinja aqui

O grafite influenciou estampas e identidades de marcas, enquanto o universo do skate também ofereceu espaço para artistas apresentarem seus trabalhos.

Até hoje, essa troca aparece em camisetas streetwear, shapes de skate, murais, cartazes, vídeos e projetos independentes.

A música também faz parte dessa história

Não existe cultura skate sem música.

Ao longo das diferentes gerações, estilos como punk, hardcore, hip-hop, rap e outros gêneros musicais estiveram presentes na vida de muitos skatistas.

Charlie Brown Jr marcou a cultura do skate nos anos 2000. ainda é relevante.

A música aparece nos vídeos de skate, nas sessões, nos eventos e nos encontros da comunidade.

E essa influência não acontece apenas no som.

A música também influencia comportamento, estética, roupas, linguagem e referências visuais.

É por isso que, quando falamos sobre cultura skate e streetwear, estamos falando de um universo muito maior do que simplesmente roupas esportivas.

Como o skate influenciou a moda streetwear?

A roupa sempre teve uma função prática para quem anda de skate.

Camisetas, calças mais largas, moletons e tênis precisavam oferecer liberdade de movimento, conforto e resistência para acompanhar a rotina dos skatistas.

Com o tempo, essas características funcionais passaram a representar também uma identidade.

A moda streetwear incorporou elementos da cultura skate e passou a dialogar com diferentes grupos urbanos.

Pharrell Williams usa o skate como uma de suas maiores fontes de inspiração e o transformou em uma assinatura estética central em suas coleções de moda, inclusive na Louis Vuitton

O que antes era visto principalmente nas pistas e nas ruas começou a aparecer em lojas, editoriais de moda e coleções de grandes marcas.

Hoje, peças como camiseta oversized, calça baggy, cargo, moletom e tênis fazem parte do universo streetwear e podem ser usadas tanto no skate quanto no cotidiano.

Essa transformação mostra como a cultura das ruas consegue influenciar a moda.

Streetwear não é apenas uma tendência

Hoje é comum encontrar o termo “streetwear” associado a tendências, lançamentos e grandes marcas.

Mas sua história é muito mais profunda.

O streetwear está relacionado a diferentes movimentos culturais que nasceram ou ganharam força nas ruas, incluindo skate, hip-hop, música, arte urbana e outras manifestações independentes.

Por isso, falar de streetwear é também falar sobre identidade, comportamento, criatividade e cultura.

A roupa deixa de ser apenas uma necessidade e passa a comunicar quem somos, aquilo que gostamos e os grupos culturais com os quais nos identificamos.

O papel das marcas independentes na cultura skate

As marcas independentes têm um papel importante nessa construção.

Uma marca de skate ou streetwear pode produzir roupas e shapes, mas também pode criar oportunidades para artistas, apoiar skatistas, participar de eventos e contribuir para a movimentação da cena local.

Por trás de um produto com uma arte autoral existe todo um processo criativo envolvendo ilustração, design, fotografia, produção, comunicação e desenvolvimento de produto.

E quando uma marca apoia um evento de skate, por exemplo, não está movimentando apenas os atletas.

Também existe trabalho para fotógrafos, videomakers, designers, artistas, produtores, lojas e diversos profissionais que fazem parte dessa cadeia.

É por isso que fortalecer marcas e iniciativas ligadas à cultura também ajuda a manter esse ecossistema ativo.

O streetwear brasileiro e a cultura local

No Brasil, essa mistura ganhou características próprias.

Skatistas, artistas e marcas brasileiras adaptaram referências internacionais às realidades das nossas cidades, criando novas linguagens visuais e novas formas de expressão.

A cultura urbana brasileira é marcada pela diversidade e pela criatividade.

Algumas das principais marcas de skate desde dos anos 80

 

Do skate ao grafite, da música à moda, diferentes referências se cruzam e ajudam a construir uma identidade própria.

Nesse cenário, marcas autorais podem ter um papel importante ao desenvolver produtos que não apenas acompanham tendências, mas também contam histórias relacionadas à cultura local.

Por que skate, arte e moda continuam conectados?

Porque os três têm algo fundamental em comum: a expressão individual.

O skate transforma o movimento em linguagem.

A arte transforma ideias em imagens.

A moda transforma identidade em aparência.

Quando essas três linguagens se encontram, surge uma cultura que vai muito além da estética.

É uma forma de ocupar a cidade, criar conexões, fazer parte de uma familia, compartilhar referências e construir identidade.

E talvez seja justamente por isso que, mesmo com tantas mudanças na moda e no comportamento, skate, arte e streetwear continuam caminhando juntos.

A cultura continua em movimento

Novas gerações chegam trazendo novas referências, tecnologias, estilos musicais e formas de produzir arte.

Ao mesmo tempo, elementos históricos do skate continuam sendo revisitados.

Essa mistura entre passado e presente faz parte da própria essência da cultura urbana.

Para quem vive o skate, a arte e a moda, não se trata apenas de acompanhar uma tendência.

Trata-se de fazer parte de uma história que continua sendo construída todos os dias.

Na AMEE Skate Arte, acreditamos que skate, arte e moda fazem parte da mesma linguagem: uma linguagem de criatividade, identidade, liberdade e cultura urbana.

E enquanto houver pessoas criando, andando de skate, desenhando, fotografando, fazendo música e ocupando as ruas, essa história continuará em movimento.


AMEE Skate Arte

Skate, arte e streetwear autoral.

Conheça as criações da AMEE e acompanhe nosso conteúdo sobre skate, arte, moda urbana e cultura streetwear.

Escolhemos aqui 8 videos de skate pra te inspirar!
Os videos de skate não só inspiram os skatistas como também os simpatizantes do esporte. Isso porque vai alem das manobras e do skate. Ele retrata o estilo de vida de diferentes pessoas, suas inseguranças, superações e momentos de alegria! Muitos são baseados em histórias e indivíduos reais. Mais que um esporte, o skate é uma cultura.

8 filmes de skate para inspirar

Aqui estão os 8 filmes de skate que nos inspira muito e nos ensina.

1- SKATER GIRL ( 2011)

Aqui no Brasil traduzido para “Uma Skatista Radical ”

 No interior da Índia, uma adolescente descobre a paixão pelo skate e enfrenta muitos obstáculos em busca do sonho de participar de uma competição. O filme mostra que uma pequena acão pode mudar e transformar vidas. Além de empoderar as meninas
     
Diretora: Manjari Makijany

2- MINDING THE GAP ( 2018)

Bing Liu trabalha como diretor de fotografia desde 2009 e viu na rotina de três jovens amigos skatistas a chance de realizar um longa. Eles vivem em Rockford, no estado de Illinois, cidade que passa por um processo de declínio em suas fábricas. Além desse fator econômico, existe o fator familiar. É exatamente disso que o filme trata, das responsabilidades da vida adulta aos traumas de infância, das ameaças à amizade dos três ao desejo de buscar um futuro melhor. O título original, que poderia ser traduzido como “tomando cuidado com o vão”, é perfeito em sua analogia com a rotina dos amigos. Cuidado com o vão que a vida deixa em nossas vidas.
O próprio Liu interage continuamente com o grupo e fez quase tudo na produção: produziu, dirigiu, fotografou e montou. Minding the Gap foi indicado ao Oscar de melhor documentário de longa-metragem, em 2019. Não ganhou, mas abriu caminho para os envolvidos no projeto.

3- LEARNING TO SKATEBOADING IN A WARZONE ( IF YOU’RE A GIRL )

Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl) – “Aprendendo a andar de skate em uma zona de guerra (se você é uma menina) “– é dirigido por Carol Dysinger e tem vencido prêmios importantes no circuito internacional. O doc ganhou na categoria de Curta Metragem Britânico no Bafta e o prêmio do júri como Melhor Documentário Curta no Festival de Tribeca.

É uma história tão emocionante quanto corajosa e empoderadora, especialmente porque se passa em uma região de conflito e de pouca perspectiva para as mulheres. O filme segue uma turma de meninas do Skateistan, ONG que começou em 2007 como uma escola de skate em Cabul e hoje está ativa em vários países, focando no recrutamento de meninas de bairros pobres, não apenas para ensiná-las a andar de skate, mas também para ajudar a educá-las para que possam ingressar no sistema público de escolas.

diretora Carol Dysinger

4-  MID90’S  ( ANOS 90 )

Aos 13 anos, Stevie (Sunny Suljic) é um garoto de Los Angeles tentando curtir o início da adolescência enquanto tenta relevar o relacionamento abusivo com o irmão mais velho. Em plena década de 1990, ele descobre o skate e aprende lições de vida com o seu novo grupo de amigos.
Mid90s é um filme que mostra bem como é crescer tentando encontrar seu lugar. Stevie, o personagem principal, é um garoto que descobre um grupo de amigos no skate, e juntos, eles passam por várias situações que vão moldando quem ele é.
É uma história sobre amizade e o que significa fazer parte de algo maior. Um filme que, mesmo sendo ambientado nos anos 90, tem temas que ainda fazem sentido hoje.
Trilha sonora muito boa!!!

Foi indicado ao Oscar e você encontra o filme na Prime Videos

DIRECTOR: Jonah Hill

5- MEU NOME É BAGDA ( 2020)

Filme brasileiro com skatistas e feito por mulheres em tudo.

Bagdá (Grace Orsato) é uma jovem skatista de 16 anos que passa os dias ao lado dos amigos, andando de skate e tendo experiencias sobre a vida e o “ser mulher”na sociedade que vivemos hj. Aos poucos ela se aproxima de Vanessa (Nick Batista), estimulada a participar do grupo. Juntas, elas conhecem outras meninas skatistas e estreitam laços de amizade sua vida muda.

Direção – Caru Alves de Souza

6- NORTH HOLLYWWOD ( 2021)

North Hollywood é um filme sobre um jovem que tem que decidir se vai seguir o futuro que seu pai quer para ele ou se vai seguir seu próprio sonho em se tornar um skatista profissional.
Dirigido por Mikey Alfred (Anos 90), North Hollywood  com um elenco de peso: Vince Vaughn, Nico Hiraga e Gillian Jacobs entre outros skatistas.

Direção: Mikey Alfred

Filme completo aqui

7- SKATE KITCHEN ( 2018)

Um grupo feminino de skate passa a ser frequentado por uma solitária adolescente suburbana, Camille (Rachelle Vinberg). Em meio à cidade de Nova York, ela inicia um processo de auto-descoberta enquanto vivencia, pela primeira vez, a real sensação de pertencimento e o significado da amizade..

Diretora: Crystal Moselle

8- LORDS OF DOGTOWN ( OS REIS DE DOGTOWN) -2005

Um filme clássico do skate.
OS REIS DE DOGTOWN conta a radical história verídica de três adolescentes surfistas de Venice Beach, Califórnia, que revolucionaram o skate e mudaram o mundo dos esportes para sempre. Uma seca no sul da Califórnia na década de 1970 tem um efeito colateral inesperado: enquanto as pessoas esvaziam suas piscinas, um grupo de surfistas adolescentes da área de Dogtown, em Venice Beach, se muda com skates, e um novo esporte nasce. Mostra o life style e como tudo começou no skate.

Diretora: Catherine Hardwicke

 

                            BONUS:  STREET DREAMS ( 2009)

Esta história é baseada no local onde o skate é mais praticado, a Midwest e é para os skatistas que sonham. Derrick Cabrera (Paul Rodriguez), como todos os skatistas, tem um sonho de ser patrocinado e um dia se tornar profissional. Ele é um skatista que está no auge e possui muito talento, mas tem o mundo contra ele. Os pais, amigos e colegas não entendem como Derrick tem tanta paixão por algo que, aos seus olhos, não tem futuro.

Gostaram?
Foram 8 filmes sobre skate e mais um bonus para te inspirar!
Se conhecem algum que nao esta aqui, deixa nos comentários!

AMEE

 

 

 

Foi uma experiencia incrível a participação da AMEE na URB !! Foi tudo lindo !!

A URB MUSIC TOUR  é um festival itinerante que nasceu do encontro do STU com a tradicional feira de skate /streetwear URB e acompanha as etapas do maior circuito nacional de skate onde traz os principais
nomes do skate nacional e internacional!! O evento é pesado mesmo!!!
Reúne arte, skate, música e cultura de rua… Tudo de melhor em um só lugar!

Teve Shows do Yago O Preoprio, Tasha e Tracie, Major Rd e o DJonga e tiveream marcas de peso como a G5 ( Grizzly, Diamond, Posso e Disaster ), Drop Dead, Tupode, New Era, Redley , Decktech entre outros. E tambem tivemos como vizinha o coletivo feminino Divas skateras!!

 ” FRAGMENTOS “
Esse é o título do documentário sobre a história do skate feminino brasileiro produzido pela Emilie Souza ” Pipa”.
O documentário traz narrativas desde os anos 70 até os dias atuais, de mulheres que andaram de skate e além disso, fomentaram a cena do skate feminino com suas mídias independentes. Essas mulheres fizeram movimentos que possibilitaram que nós estejamos vivendo esse momento atual do skate, da melhor forma possível.
Cabe a nós não encerrar a luta por aqui e continuar reivindicando o que é nosso.
Espero que as narrativas desse documentário te traga alguma inspiração – ( Pipa Souza)
Foi lançado no dia 26/03/22 na Bowlhouse em SP com a presença de muitas skatistas  de varias gerações.
No elenco, mulheres de varias gerações que contaram um pouco das suas vivências e contribuições ao skate :
 Eliana Sosco  (@elianasosco  )  , Estefania Lima (@estefanialima ), Evelyn Leine ( @evelynleine ) ,
Grazi Oliveira ( @grzlvr ), Karen Jones (@karenjonz ), Liza Araújo ( @liz_angeles ),
 Maria Elaigne ( @mariaelaigne.ferreira), Marta Linaldi ( @mrlinaldi ), Monica Polistchuk  (@monicapolistchuk ), Patiane Freitas ,  Emilie Souza (@pipasouza ),
Priscila Morais ( @skativista ), Tat Marques (@tat_marques ) e Tháyna Gonçalves (@thaynagclvs ) .

O skate feminino precisa de documentar sua historia que começou antes da década de 70. E melhor ainda se for produzido por mulheres!  Muitas coisas aconteceram para fortalecer e deixar o skate feminino forte como é hoje em dia.
Trabalho árduo com lutas ,desafios e  muita força. E claro….amor!

Obrigada Pipa e a todas as mulheres que fizeram o skate ser como ele é hoje !!!
Keep pushing!

Confira as fotos de como foi essa grande festa.

Luddy Lourenço, da equipe da Amee, fazendo uma tatto com a Gabi ( @gabirinja )

 

Evelyn Laine
Amee Skate presente! Joao Lucas, Tat Marques e Luddy Lourenço
Catarina Hu
Pipa Souza sorteando brindes.
Monica Polistchuk
Público atencioso

Skate feminino

Fotos por: @me.vinyreis e @rawskate

 Confira o documentario  completo :

 

Mais:
Into the Mirror

A pandemia foi (e esta sendo) difícil para todos e no skate não foi diferente! Eventos paralisados, locais para a pratica do skate fechados e aquela tensão no ar.

Mas por um outro lado teve uma reformulação nos formatos tradicionais expandindo o olhar, criando novas experiências sobre o tradicional ( como é o caso de campeonatos realizados em locais físicos) e tirando muitos do conforto … Dificuldades que se transformaram em arte.

 

Luddy Lourenço – Manobra tirada do video produzido para o evento virtual MTZ Pro On 21 e foto dela lesionada durante as gravações. foto e filmagem: Ana Clara

 

Luddy Lourenço,  skatista da equipe da Amee Skate aproveitou bem esse período e participou de muitos eventos nesse novo formato:  STU on Tour, Slides & Grinds,  1º campeonato aberto em Goiânia e filmou para a seleção de imagens para o video de 15 anos do Divas em parceria com  Vans ” Brilha e junto com o João Lucas, skatista do time da Amee e editor, concorreram a ” melhor video parte” no Matriz Skate Pro On 2021, que teve a categoria feminina pela 1ª vez.

O Matriz Skate Pro ON é um evento de vídeos, dividido em categorias, que busca valorizar elementos super importantes do skate de rua: a videoparte, o back2back, fotógrafos e videomakers.

Fomentando não só os skatistas como também os ” profissionais do skate” que também são importante e essencial para a cena.

 

Luddy teve 2 parcerias nesse evento do Matriz:

 •   Melhor video parte que ela teve parceria na edição do João Lucas  que teve um resultado incrível apesar de todas as dificuldades:

 

  • E melhor fotografia em parceria com a fotografa Graci Santiago que ficou entre as 10 finalistas.
Fotografa: Graci Santiago  /  Luddy Lourenço –  Fakie nose grind

 

 

Luddy, Como foi a experiência de filmar para o Matriz?
  Foi doido participar. A vibe e adrenalina de andar na rua, filmando uma vídeo parte foi massa. Foi tenso quando torci o pé, tentei fortalecer de todas as formas possíveis.
Mesmo quando eu estava no banco da praça, fila de mercado, qualquer lugar, eu levava meu elástico e ficava fazendo exercícios. Nos momentos que dava para fazer, estava fazendo!
Fiquei umas semanas sem andar, depois de 20 dias fui tentar dar um Ollie, não deu bom! Continuei pensando que ia dar certo terminar a part a tempo, até que depois de 20 e poucos dias eu consegui já mandar algumas manobras e finalizar.
Sobre a foto do matriz pro eu fiz no mesmo dia que tinha que entrega o vídeo Hahahah
 Você fez tudo no período de isolamento. Isso foi difícil ou te ajudou ?
   No início dessa pandemia eu fiz todo procedimento de ficar em casa, andei de skate dentro de casa, até montei um caixote para mim. Mas depois de alguns meses comecei a voltar para as pistas de skate, usava máscara e seguia a higiene. Acabou não sendo tão difícil, sempre pensei positivo e acreditei que tudo ficaria bem, isso me ajudou a lidar com essa pandemia.
Qual foi o maior desafio nesse período de pandemia?
 Tive vários desafios, mas vou falar do mais recente! Foi fazendo a vídeo parte do Matriz PRO. Tinha um mês e pouco para ficar pronto e cada dia a meta era uma manobra, depois de 7/8 dias eu acabei lesionando o tornozelo com uma trick no pico e fiquei quase 20 dias sem poder andar de skate e 1 semana sem caminhar, só deitada na cama. E todos os dias colocava gelo, fazia exercícios, até em filas de mercado eu estava lá com meu elástico hahah. E faltando 10/9 dias para encerrar, eu consegui finalizar minha vídeo parte.
 Entreguei o vídeo faltando 1 minuto para acabar o prazo, muito louco! tive uma vivência muito legal e de aprendizado.
 João, como foi fazer a edição do vídeo da Luddy para o Matriz Pro On?
Foi corrido, devido a lesão da Luddy alguns meses antes. A maioria das manobras foram filmadas próximas da data limite de envio do vídeo para o campeonato. A edicão final foi feita junto com a Luddy numa chamada de whatsapp no último dia da entrega para poder adicionar as manobras finais. Foi corrido, mas valeu a pena!

Arte usada para o vídeo .
João fez essa arte inspirado na lesão da Luddy

Por: Amee Skate Arte


João Lucas é mineiro , atualmente em São João Del Rey, ( @joaolucasrt) com 23 anos de idade e 11 deles dedicados ao skate é multitalentoso: faz arte, teatro, edições e tem um rolê bem criativo! Foi ele o responsável pelas edições da collab do Flavio Grão e do Marcos Van Basten , além dos textos também escritos por ele.

E agora ele faz parte do nosso time de skatista!!
Bem Vindo Joao Lucas a Amee Skate Arte!

Vídeo de Boas Vindas do João Lucas

Oq é o skate arte pra vc?
Skate pra mim é um ato de criação. É mais que o já complexo ato de se movimentar e manobrar uma estrutura de madeira, metal e resina, mas um infinito de possibilidades de conexão com os espaços em que vivemos, com você mesmo e as pessoas que estão em sua volta. É uma forma de comunicação, de expressão e resistência, com uma história tão vasta quanto a quantidade de manobras que já conseguimos nomear. Andar de skate é se colocar um fluxo de percepção da velocidade da sua remada e ter a autonomia de escolher seu próprio tempo. O skate esteve comigo nos piores e melhores momentos e sou grato por todos eles, porque no skate tive meu porto seguro sempre que precisei.
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Música: @ll.dandan.ll
Filmagens: @pakto_22 @laura_biophonia

Agradecimentos: @regilandeusamar @leonardoncs
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ameeskatearte #feliznatal #skatearte #skate #videodeskate

O selo SKATE VR traz nova geração de skatistas, artistas visuais e músicos da cena local de Volta Redonda – RJ. Continuando a história do Caos Vídeo, projeto audiovisual coletivo  e colaborativo nascido em 2005 na cidade, entrevistamos os produtores do vídeo e refletimos sobre o papel dos skatistas locais em manter a cultura do skate viva em sua cidade.  

Entrevista por: João Lucas Teixeira (@joaolucasrt @woarte)

Fotos por: Leonardo Avelino (@avelinophoto)

João – Eu sempre respeitei muito o skate em Volta Redonda, pela história,pelos eventos, pela produção videográfica e principalmente pelas pessoas envolvidas nisso tudo. Me reuni numa chamada de vídeo com Cadu Azevedo (@caduzevedo1 ), Dérick Vicente (@derick.vicente) Vinícius Salgado (@salgadovinicius) moradores de VR e Ramon Cândido (@ramoncandido) que é natural da cidade mas se mudou para os Estados Unidos recentemente, os  responsáveis pelas partes, edição e direção do projeto nos contam como foi o processo de criação e como é lançar um vídeo nesse momento de isolamento.

Pra quem não assistiu ainda, pegue um copo d’água e sente-se numa cadeira confortável e aproveite essa maravilha de vídeo:

Pergunta: Quem são os personagens do Caos Vídeo 3 que estão conosco hoje? se apresentem por favor.

Cadu – Eu sou Carlos Azevedo, skatista de volta redonda e estudante de cinema

Dérick – Dérick, skatista há uns 15 anos haha

Ramon – Eu sou imigrante e skatista hahaha

Vinicius – Eu sou vinicius, ando de skate e filmo skate.

Risadas e mais risadas <3 na ordem de cima pra baixo a esquerda pra direita, Cadu Azevedo, Dérick Vicente, Ramon Cândido e Vinícius Salgado

Pergunta um: Como foi o processo criativo do vídeo de vocês e de onde vem o nome Caos Skate?

Cadu- No início do início a gente sai pra andar e filmava. Um tempo depois a gente juntou pra fazer a parte do Derick, tava rendendo bastante. Foi muito engraçado porque depois que a gente terminou eu disse, pô, tem muita imagem lá em casa, Vinicius também, Ramon tinha uma parte pronta que não tinha sido lançada antes dele ir pros Estados Unidos.

Vinicius- Foi quando uniu tudo assim, a gente nem tinha um plano do projeto certinho e tal.

Cadu- Dá pra fazer um vídeo inteiro, com 3 parte e mais umas partes da galera. A parte do Ramon tava quase finalizada, a gente somou tudo e foi trabalhando em cima. 50% desse vídeo foi ao acaso assim, foi só acontecendo

Quando ainda dava pra aglomerar sem problemas. Da esquerda pra direita: Dérick, Vinícius, Cadu e Henrique Nunes.  Foto: Leonardo Avelino (@avelinophoto

Ramon- Na verdade, pela experiência e inteligência que nós temos, nada é por acaso, tudo aconteceu porque teve que acontecer, a ideia surgiu porque teve de surgir então tudo aconteceu como tinha que acontecer.

Cadu – Sobre o nome, Caos Skate, eu tinha conversado contigo um mês atrás, não tínhamos um nome ainda. Pensamos que seria legal colocar o nome do Caos Skate Video, primeiro porque a gente não tinha um nome muito bom e segundo porque o projeto do Caos nasceu aqui em Volta Redonda – RJ e são vídeos muito marcantes pra gente.

Vinícius – A gente foi influenciado diretamente pelos primeiros dois vídeos (2005 e 2008). A gente tava conversando sobre isso no começo do projeto, o Maurício (Nava, skatista profissional natural de Volta Redonda) falou que a gente ia fazer o Caos 3. Vamo sair pra gravar e juntar as imagens. Ele sempre dava essa ideia assim, e acabou que a gente fez mesmo.

Pergunta: Pelo que a gente tinha conversado, anteriormente, o final da pós-produção de vocês estava acontecendo quando a pandemia/isolamento começou. Como vocês lidaram com isso e como acham que isso afetou o projeto de vocês?

Vinicius- No último dia que a gente gravou/editou o vídeo, estávamos nós 3 (Cadu, Derick e Vinicius) e já sabendo que isso ia rolar, editamos o máximo possível mas faltou muita coisa. Ainda tinha que terminar as rotoscopias que eu fiz pra intro e créditos do vídeo e editar algumas coisas. Decidimos terminar tudo online por chamada de vídeo cada um no seu canto.

Cadu- O esqueleto do vídeo tava pronto quando começou o isolamento, aí ficamos refinando e reorganizando o vídeo em conjunto. O vídeo tinha 15 minutos no início, depois desse processo passou a ter 20 minutos. A organização do lançamento, onde lançar, como lançar, vai fazer premiere ou não vai, foi ainda mais demorada. Não digo que foi bom, porque estávamos determinados a fazer um evento, mas fez com que tivéssemos tempo pra pensar com muita calma nisso. Esse tempo que a gente ficou meio ocioso contribuiu pra que a parada fosse sendo modelada e andando em seu próprio ritmo.

PERGUNTA: Essa separação do isolamento, o Ramon nos Estados Unidos, cada um com seus projeto pessoais, como vocês se organizam pra trabalhar isso de maneira conjunta e como é continuar essa ideia coletiva do “Caos Skate” com uma nova galera encabeçando a ideia?

Ramon – É a mesma galera, mas outras pessoas do mesmo pessoal.

Cadu – É o mesmo nicho assim, sub galeras, dentro da galera tem as subgaleras hahah

Ramon – Agora todos juntos onlinemente assim hahaha

Vinicius – Todo esse momento que a gente tá vivendo e o nome do vídeo ser Caos tem tudo a ver assim.

Ramon- Espero que todos os integrantes dos Caos antigos (1 e 2) assistam e vejam e gostem da gente ter continuado a ideia. Não é porque outros integrantes não participaram que não vai ser maneiro e não vai ter um aprovação assim. O importante é a continuidade, nós somos essa geração de agora, a geração que vai continuar isso,  assim como vai vir a próxima e a próxima e elas vão continuar, temos que incentivar e apoiar porque o skate se constrói fazendo essas coisas.

Vinicius- E com todo esse momento que a gente tá vivendo e o nome do vídeo ser Caos tem tudo a ver, até pra soltar o vídeo agora e marcar esse momento.

Cadu- É uma perpetuação da história. Tirando o Rio de Janeiro (capital) eu não consigo pensar outra cidade no estado que tenha uma história tão longa e diversa no skate quanto Volta redonda.

Ramon- Nem só Rio no, no Brasil assim, a cidade foi uma das primeiras do Brasil a ter uma pista de skate.

Cadu- Tirando o nosso vídeo que vai sair agora, se você contar, tem uns 6 vídeos grandes de rua, todo esquematizado, com partes individuais e mais de 20 minutos. É um número muito grande em comparação ao tamanho da cidade e ainda mais com a cena hoje em dia, que é muito menor do que era uns 6 / 7 anos atrás.

Ramon – Eu to ansioso assim pra ver essa recepção. Tá sendo muito daora, acompanhar isso. Esses muleque aí, Vinicius, Cadu são mágicos. Daora de ter a ideia de continuar a coisa e se arriscar, sendo que já é uma coisa que já existe e todos que criaram esse nome não estão presentes na produção em si. A coisa é do skate, não é do projeto assim.

Magia do No Comply nos pés do Cadu Azevedo. Foto: Leonardo Avelino (@avelinophoto)

Cadu- É legal ter essa aprovação também. A galera assistiu, o Nava (Marcelo Nava, skatista profissional natural de Volta Redonda e um dos criadores dos dois projeto anteriores do Caos) se amarrou. Mandei pra ele meia noite, ele assistiu, se amarrou e depois 2 da manhã ele me manda mensagem “Assisti de novo, ficou muito foda!” hahahah nem tava finalizado ainda, mas ele já curtiu.

Vinicíus – Antes da gente decidir o nome, eu já tinha essa sensação que isso seria algo equivalente ao Caos 3, mas não sabia se o jeito que tava ia ser maneiro, ia funcionar assim com essa continuação. Aí a gente decidiu em fazer os créditos, as animações, pra dar esse amarrada no projeto e dar uma estética relacionada.

Pergunta: Conhecendo vocês, eu sei que são personalidades e estilos muito diferente de observar e performar com o skate. Cada uma das partes tem uma estética e escolhas que acho super ligadas a essa forma que vocês usam o skate no espaço. Como vocês pensaram nessa representação das personalidades de cada um e nessa ligação entre as partes dentro do vídeo?

Vinicius – A princípio o Dérick tinha mais imagem e a gente se juntou pra editar. As coisas foram se criando a partir disso.

Cadu- Cada parte mostra a identidade de alguém. A do Ramon tem trance como trilha, todo mundo que conhece ele, sabe que combina com ele. A parte do Dérick é cheia das ladeira, do rolê rápido mas conhecendo ele, você sabe que não pode ser um rock pesadíssimo, não combina com ele. Ele é uma pessoa calma que anda rápido, a gente queria encontrar uma trilha que acompanhasse essa sensação assim. Acabamos escolhendo um rock mais psicodélico viajado. A minha parte tem umas coisas em preto e branco, porque eu sou ligado com essa coisa do cinema e da CSN (Companhia Siderúrgica Nacional, metalúrgica da cidade). Procuramos mostrar o máximo possível da cidade assim, Volta Redonda-centrista assim hahaha. E com isso, as únicas músicas que não são de artistas da cidade são a da minha parte e do Dérick. A primeira parte tem até música da lendária Speed Cream, do Maurício com o Dérick. A do Ramon é do Acidose que é skatista daqui, a Reverse da parte da galera e o Bowl Rider fecha nos créditos, que é skatista daqui também. Todo o ecosistema é daqui.

Quando o tema é versatilidade o grupo se aventura em todos os terrenos possíveis. Da esq. pra direita: Fs Disaster do  Ramon Cândido, Fakie Noseblunt Early Grab Drop do Dérick Vicente e Switch Bigspin do Cadu Azevedo em baixo. Fotos por: Leonardo Avelino (@avelinophoto)

PERGUNTA: O que vocês tem em mente pro futuro, o que será do Caos depois de vocês?

Cadu – Essa é uma pergunta difícil, eu acho que daqui pra frente querendo produzir mais vídeos, tô gostando mais de fazer os vídeo que de andar mesmo, direto eu nem lembro que tenho parte nesse hahaha Sobre o Caos eu não sei, espero que no futuro alguém daqui pegue essa ideia e continue. A gente não sabe muito sobre o futuro, os momentos são incertos, mas sobre o presente eu tenho uma perspectiva que esse vídeo que a gente tá lançando seja um respiro pro skate daqui de VR, que tá bem fraco assim em comparação com 5 anos atrás.

Dérick – Fraco não tá, tá segregado né.

Cadu – Tá fraco no sentido comercial, de mídia, de evento e tal. Tá num cenário bem frio assim, falta uma aquecida. O Caos sendo um projeto conhecido, que dá pra sair da cidade e ser mostrado em outros lugares, pode ser uma motivação pra movimentar e talvez dar um primeiro passo pra daqui alguns anos outras pessoas fazerem o mesmo.

Dérick – Eu acho que vai tomar uma proporção maior do que a gente tá pensando, vai ser um boom mesmo tá ligado? Aqui a galera tem muito potencial, mas tá todo mundo morgado, na mesma assim.

Vinícius – Como a gente não tinha um plano pra fazer o vídeo, fomos chamando a galera, o grupo no whatsapp foi crescendo e acabamos filmando com muita gente diferente. Daqui e de fora.

Não é só quem dá entrevista que faz o vídeo acontecer, àqueles que contribuíram, seu créditos!
Bs Crooked do Pedro Henrique Nem (@nemdabel) foto: Leonardo Avelino (@avelinophoto)
Boneless do Tiago Azevedo (@tiago.azevedo76) foto: Leonardo Avelino (@avelinophoto)

Cadu- Volta Redonda é um ovo mas tem um monte de crew diferente, acaba sendo muito diverso assim. Pode ser uma parada que unifique mesmo que não tenha todo mundo no vídeo, que acenda alguma coisa pra cidade voltar a andar mais firme junto. Talvez esteja sendo ambicioso demais, mas as coisas tem que acontecer pra isso progredir.

Vinicius – Se surtir o efeito do mesmo jeito que teve em mim quando eu assisti o Caos 2 vai ser muito legal. Eu consumia muita coisa de skate daqui quando comecei a andar e se tiver esse efeito em alguém eu acho que valeu a pena e que vai propagar da mesma forma.

Cadu – É isso né, contribuir de alguma forma na história da cidade e do skate na cidade.

Vinicius – O Cadu vai mudar de cidade, mas eu pretendo continuar filmando aqui e desenvolvendo essa mídia de skate aqui. 

Pergunta: Que novos projetos continuem a acontecer e que a cena daí só cresça! Obrigado vocês pela entrevista e  obrigado Leonardo Avelino pelas fotos, o vídeo tá muito bem feito e valeu muito a pena terem pegado esse projeto. Uma maneira coletiva e comunitária de produzir conteúdo de skate de qualidade hoje em dia!

Cadu – Obrigado pelo espaço e por procurarem a gente para a entrevista!

LEGENDA: poesia de Marcelo Teixeira (@marcelonugget) que abre o vídeo e fecha nossa entrevista

Estamos em tempos de expansão no skate feminino : fotógrafas, videomakers, jornalistas ou geradoras de conteúdos. O skate feminino, para crescer ainda mais, precisa de mulheres que não só andam de skate mas de mulheres que ajudam a fazer o skate acontecer. Os workshop que a Vans + The Skate Witches estão oferecendo é muito legal! São dicas bem legais para as meninas que querem crescer para essa parte da CULTURA e ajudar o skate feminino.
E é sempre legal sabermos da historia de onde vem certas culturas e projetar uma visão de ” pra onde iremos ou queremos ir”.
Segue um pouco da historia sobre o Zine e mais abaixo os workshop ( videos) bem legais com mulheres que entendem do assunto e os links para se inscrever e concorrer a premiações da Vans e ter o seu zine publicado!
Amee

Vocês sabem o que é um zine? Muito famoso na década de 70, 80 e 90 focado em seguimentos específicos e sempre expondo pensamentos, artes e notícias o zine ( ou fanzine) era em formato de revistinha, preto e branco ( xerox e colagem) as vezes em papel sulfite branco ou papel sulfite colorido. Eram distribuídos em eventos, shows, campeonatos de skate ou enviado por correios. Era uma forma de expressar e de estar por dentro no que acontecia no mundo do skate, no mundo da música, da arte, das ruas nas décadas onde não existia a internet.

Um zine é um trabalho auto-publicado de pequena circulação de textos e imagens originais ou apropriados, geralmente reproduzidos por fotocopiadora. Os zines são o produto de uma única pessoa ou de um grupo muito pequeno e são popularmente fotocopiados em impressões físicas para circulação. 

Wickipédia

Teve seu início na década de 1930, nos Estados Unidos, para denominar revistas produzidas por aficionados por ficção científica, gênero literário que ainda não encontrava espaço nas publicações do circuito comercial. A palavra vem da contração das palavras de língua inglesa fanatic – fã – e magazine – revista”. Possivelmente, o primeiro fanzine foi o The Comet, feito por Ray A. Palmer e lançado em 1930. Mas há outros candidatos como o Cosmic Stories. Produzido por um cara chamado Jerry Siegel que, ao ter suas histórias em quadrinhos recusadas pelas grandes revistas da época, resolveu publicá-las por sua conta, ainda que de maneira precária. A primeira edição teria saído em 1929. Alguns anos depois, Siegel criaria (junto com Joe Shuster) um personagem chamado Superman, o que dispensa comentários.

Zine The Comet – decada de 30/40
Zine The Fancient

Aqui no Brasil teve muitas, uma foi bem importante pra o skate feminino : o zine C.I.O. (Check It Out) que falava de moda, skate feminino, entrevistas e de campeonatos. O zine que mais tarde virou revista inspirou muitas meninas a andar de skate além de manter-las informadas sobre o movimento feminino.

Zine Cio 90/2000 – arquivo Skate Feminino Brasil

Kristin Ebeling e Shari White são as fundadoras de um zine chamado “The Skate Witches”, que foi criado especificamente para as mulheres skatistas e para o público LGBTQIA+, sem identificação de gênero, para compartilhar a experiência da expressão coletiva criativa através do amor pelo skate.

O zine se modernizou, ganhou o aliado “internet” e as tecnologias para adiquirir imagens, cores e informações. E o melhor: feito manualmente, técnica que esta ganhando cada vez mais espaço nessa era plástica e rápida.

E a Vans junto com as meninas do The Skate Witches estão fazendo workshop para quem quer ingressar ou mostrar seu trabalho em formato de zine.

Da um check neste link para se inscreverem. Vai até o dia 05/09

Workshops de fotografia, vídeo e texto da Vans + The Skate Witches

WORKSHOP #1 – FOTOGRAFIA

Desafio Iniciante

Envie uma foto utilizando as dicas do workshop. Formatos de imagem aceitos: .jpeg, .png e .heic

Desafio Avançado

Envie sua melhor coleção de fotos para o zine. Incorpore estilos diferentes: retrato, lentes tele, fisheye e mais. As fotos devem ser enviadas em um único arquivo .zip com cinco fotos.

WORKSHOP #2 – VÍDEO

Envie um link de YouTube ou Vimeo ou link para download do vídeo.

WORKSHOP #3 – TEXTO

Utilize as dicas do workshop e envie um texto ou história sobre skate, a cena e sua vivência. Formatos de arquivos aceitos: .doc, .txt

Enviando seus conteúdos autorais até o dia 05/09/2020, eles poderão entrar no zine e no vídeo do projeto global. Todos também estarão concorrendo a 01 ano de produtos da Vans.

fontes:
Factor Zero Blog
Divas Skateras
CemporcentoSkate

Por: Amee Skate Arte

Slow Photography (fotografia lenta) é um termo que descreve uma tendência na fotografia e nas artes contemporâneas. Em resposta à difusão da fotografia digital e do instantâneo, artistas e fotógrafos retomam técnicas manuais e métodos de trabalho para trabalhar mais devagar, manualmente e em diálogo constante com os materiais físicos das imagens.

Estamos vendo muito esta re-conexão mais profunda e menos artificial com os trabalhos artísticos em diversas areas.

Em 2017, percebendo que havia um número alto de mulheres skatistas na skatepark Emeryville, no norte da Califórnia, Jenny Sampson pensou em fotografar algumas delas.

Logo, Jenny SAmppson descobriu a organização Skate Like a Girl e participou de um de seus eventos.
“Lá, descobri um mundo totalmente novo para mim”, diz Sampson.
“São muitas skatistas.”

Briana
Carly, Samantha, Tabitha and Encinitas

Três anos depois de muitas visitas em skateparks e eventos na Califórnia, Washington e Oregon, Sampson está lançando Skater Girls, um livro de retratos das skatistas mulheres e não binárias, feito com colódio de placa molhada, uma técnica inventada em 1851.
Essa solução é aplicada a uma fina placa de metal, em uma câmara escura portátil, que é carregada na câmera ainda molhada.
O processo requer longos tempos de exposição e as pessoas tem que se manterem perfeitamente imóveis.
E como não são produzidos a partir de um negativo, os retratos geram diferentes e estranhos efeitos resultando em imagens invertidas.

Leo Baker
Kandice
Kristen and Holly

“Há uma conexão que ocorre quando eu os fotografo usando o esse processo lento”, diz Sampson.
“A prática fotográfica exige paciência, interação e colaboração.
“E reflete a paisagem inclusiva em que essas fotografias são feitas.

“Em última análise, apesar do tema contemporâneo e dos detalhes modernos, vemos uma honestidade única e ficamos impressionados com a força e determinação dessxs skatistxs.
“Elas são decididas e corajosas, abertas, brincalhonas e solidárixs.
“Admiro a luta respeitosa e perspicaz dxs skatitxs por um lugar no mundo.”

Ohmala
Lucia

Em seu prefácio para as Skater Girls, a Dra. Becky Beal, professora de cinesiologia na California State University East Bay, diz: “A coleção de fotos de Jenny Sampson nos incentiva a reexaminar nossas suposições sobre quem é skatista, reconhecendo a variedade de gênero expressões que são cultivadas e articuladas por meio do skate.”
“Acho as fotos de Sampson poderosas em sua representação das mulheres como complexas e confiantes.
“E eu os acho alegres por causa das formas abrangentes de identidade do skatista apoiadas nessas comunidades.

Yulin

“A livro de Sampson celebra o skate e, ao mesmo tempo, desafia as narrativas tradicionais de ‘autenticidade’, ampliando a noção do que significa ser um skatista.”

Referencia: site BBC

Por : Amee Skate Arte

MARCOS VAN BASTEN ( @mkzsvan) é fotógrafo, vídeo maker e skatista local de Barbacena- MG. Suas fotos tem personalidade e retrata o dia a dia em preto e branco do seu local.
Para Amee Skate Arte é uma satisfação imensa poder colaborar com os artistas / fotógrafos da região mineira porque acreditamos na inclusão do skate & arte de diversas regiões e estilos. E o Esquilo ( Marcos) é um skatista com um estilo e personalidade única onde inspira e fomenta a arte em seu local.

Seu olhar minimalístico e sofisticado para a foto resultou na nova collab da Amee : um shape limpo e representativo.

Entrevista por João Lucas Teixeira (@joaolucasrt)
Música de @meninsk, Gabriel Menicucci – MG

Quem é o Marcos Van Basten?

Meu nome é Marcos Van, meu apelido é Esquilo, sou nascido aqui em Barbacena – MG, sou fotógrafo e videomaker, sou skatista há 15 anos e agora tive essa oportunidade de fazer o collab com a Amee.

Você é conhecido na internet por sua abordagem não-convencional do skate e utilizar a cidade forma diferente. O que te inspira nessa visão e utilização diferente da cidade?

Acho que por eu morar no interior  e em cidades maiores as coisas acontecerem mais rápido, a forma de registrar isso é produzir com o que tem, soltar material na nossa cidade e ir viajando pra fora, filmando, tirando foto com pessoas novas e ir fazendo essas conexões, sem deixar de produzir em casa. Por isso eu comecei a filmar bastante aqui, pois apesar de ser pequeno tem muita coisa pra produzir e a ideia é essa. Por menor que seja a cidade sempre tem algo pra produzir, sempre tem alguma construção nova, um pico novo, nunca não vai ter algo pra usar, a parada é enxergar o que vai ser produzido e correr atrás.

Wallride invertido – foto: João Lucas Teixeira

Nesses 15 anos de skate aqui em Barbacena você deve ter vivido muita coisa, a cidade se transformou, teve muita gente que andou de skate aqui e não anda mais, muita gente que continuou andando, como você vê essas mudanças no skate em Barbacena? Como foi andar de skate aqui?

Eu notei que de quando eu comecei a andar pra hoje em dia, eu me influenciei pelas pessoas que estavam próximas de mim andando de skate. Quando eu comecei foi por causa das pessoas que já andavam na época e em comparação com agora, tinha muito mais informação específica de skate disponível e muito mais gente começou a andar por isso. Quando eu comecei a ver os vídeos, as revistas foi através dessas pessoas que já andavam e me apresentaram. A partir daí eu fui tomando mais gosto em fazer, querendo estar junto fazendo acontecer aqui na cidade e a galera que foi chegando depois foi somando e mais pessoas começaram a produzir. Pela cidade ser do interior e ser uma cidade pequena,  sem estrutura/pista, se quisesse andar tinha que botar a mão na massa, construir os obstáculos. Por mais que tenha a pista da Rua Bahia (mini ramp tradicional de Barbacena) e o espaço no Colégio Salesiano (abre só aos finais de semana) quem quer produzir tem que colocar a cara na rua e fazer o corre de filmar, tirar uma foto por conta própria, sem esperar.

Wallride Nollie em Barbacena – Foto: João Lucas Teixeira

Barbacena já tinha produtores de conteúdo de skate quando você começou, João Paulo (JP Souza) é um exemplo, como foi ter essas pessoas produzindo ao seu lado, como você vê o trabalho dessas pessoas, na fotografia e no vídeo, e o que isso significou para sua produção hoje em dia?

O João Paulo foi primordial pro que eu carrego no meu trabalho hoje em dia né? Desde que eu comecei a andar, e eu comecei a andar de skate por causa dele, por ele ser a pessoa que estava mais perto de mim naquela época. Não só ele como o Moita (Marcelo Fidélis) e outras pessoas que já faziam vários trabalhos aqui, que foram de total influência pros dias de hoje. A vó do JP era vizinha da minha vó e como eu sempre via ele de skate, a vontade de estar andando junto com eles era muito grande, eu achava muito daora. Depois de um tempo ele começou a fotografar com a gente, ele clicava, mostrava as fotos no papel. Ficava muito daora, ver a sua foto assim, no papel, na sua mão. A partir daí começamos a filmar junto. A primeira câmera tinha uma telinha pequenininha, a gente fazia uns vídeos com ela, depois compramos uma parecida com a dele, filmamos ainda mais e depois ele comprou uma câmera pra fazer as fotos e começou a fotografar sério, e hoje virou o trabalho dele. Quando ele começou a fotografar skate, eu ainda não tinha acesso à câmera e a esse material. Depois de um tempo eu consegui comprar a minha primeira câmera e os amigos sempre influenciam né? A você achar uma linguagem para os seus dias. E até outras pessoas que gostam mesmo, que às vezes começam a fazer algo aqui em Barbacena por causa de alguma coisa que você fez anteriormente, tipo um vídeo por exemplo, que incentiva as pessoas a correrem atrás e fazerem também. Por ser uma cidade pequena, com mais pessoas fazendo coisas novas a cena vai expandindo, através de um trabalho vindo daqui, de pessoas que começaram a fazer por causa de outras.

Você acha que hoje, o seu trabalho de fotografia de rua, retratando pessoas em seus seres cotidianos é uma forma de reconhecer os esforços delas também, assim como foi no skate, demonstrar a luta diária dessas pessoas que você fotografa?

A fotografia de rua me ensinou a enxergar muita coisa nas pessoas, no dia-a-dia. Quando eu comecei a fotografar o cotidiano da rua, aqui e em outras cidades, você vê que tem uma rotina e por mais que você passe várias vezes no mesmo lugar, sempre tem algo diferente acontecendo. As pessoas estão sempre circulando, tudo acontece muito rápido e tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo e depois que você passa a ver as coisas dessa forma, as pessoas e a cidade estão todas ligadas mas às vezes você passa perto de uma pessoa e eles nem notam que passou uma alguém sabe? Tem uma casa, um prédio, as pessoas que convivem ali estão ligadas, mas você não repara no todo, isso tudo encaixado. Eu comecei a observar fotografando, um ambiente, um fundo e uma pessoa junto com aquilo, tem todo um encaixe, tudo é único quando é clicado, uma foto, um vídeo, tudo em movimento. Eu comecei a me encantar cada vez mais sabe? Aqui é interior, então você vê muita gente do interior, vem pra cidade fazer alguma coisa com um visual bem interiorano, isso encaixado no meio urbano é muito representativo. Eu comecei a fazer retrato porque expressa quem as pessoas são, as características, os traços das pessoas do interior. Hoje em dia eu saio na rua e já vou observando e é um movimento natural, às vezes uma pessoa passa do meu lado e eu penso “nossa, queria muito fotografar essa pessoa!”. Eu posso não ter uma câmera mas eu tenho o celular, se eu sei que vai dar uma foto bonita eu já clico mesmo assim. Se fosse só uma foto do lugar solto é bonito, mas o todo chama muita mais atenção pra mim, assim como essa ligação das pessoas com a rua. Foi encantador aqui e todas as influências que eu tive nessa jornada. Depois de um tempo você percebe como essas influências de antigamente são presentes no dia-a-dia, pessoas que fotografam a rua, que fotografam skate, etc. Mesmo que você só foque em uma abordagem, você vê várias coisas diferentes em outras abordagens e consegue unir essas referências, trazer pros seus dias e ir adaptando as linguagens.

Senhor pelas ruas de Barbacena – foto: Marcos Van Basten

A foto que usou no seu modelo de shape lançado agora pela Amee é quase que um retrato, um momento que você capturou. Qual a história por trás desse momento?

A história dessa foto é a seguinte: a gente tava lá na Rua Bahia (praça com mini ramp tradicional de Barbacena) andando de skate e estava acontecendo um evento chamado CoreAção, com arte, música, dança e batalha de rima; como no bairro existem muitas crianças e elas gostam muito de skate, esse menino me pediu meu skate emprestado e ficou andando, de boa, gostando total assim. Ele tava adorando estar lá andando, no meio da galera do skate. Eu achei muito daora o jeito que ele tá assim sabe? Sentindo o skate, do jeito que a gente sente, de estar andando, se divertindo. Eu cliquei, revelei a foto e ela ficou guardada. Depois de um tempo a Amee me contatou e me ofereceu essa possibilidade de fazer um trabalho junto. A gente não tinha pensado em ser uma fotografia, tínhamos conversado pra ser um trampo a mão, depois de várias ideias a gente não tinha chegado em algo concreto. Aí eu pensei: porque que a gente não faz algo ligado à marca e a fotografia misturado? Pra encaixar o conceito da marca nessa foto. Eu apresentei a foto e a Tat (designer, dona da Amee) me deu a ideia de misturar o logo da marca (um coração estilizado) com a foto e ela fez desse jeito. Eu gostei muito, a ligação, o coração, o sentimento. Como se fosse a primeira vez que ele tivesse andando de skate e talvez tenha sido a primeira vez que ele andou num skate de verdade; e é isso sabe? Como o skate traz pras pessoas um sentimento, a diversão de estar ali andando, sem pensar em mais nada. Trouxe pro menino o sentimento de liberdade que o skate traz, de estar ali andando e pra mim de ter clicado o sentimento dele. Isso pra mim foi muito gratificante, agradeço a Tat, a Amee, de coração mesmo, de ter me dado a oportunidade de fazer essa somatória. Obrigado mesmo! <3

Foto original do shape lançada pela Amee Skate – foto: Marcos Van Basten

Depois de ter feito todos esses trabalhos, ter fotografado tanto tempo, estar andando de skate e trampando com skate com algo mais consolidado, o que você tá vendo pro futuro nessa caminhada?

Eu to vendo que hoje em dia tem muita gente que eu não sabia que colocou a cara na rua, que fez a gente conhecer seus trabalhos porque está fazendo o seu e fazendo chegar na gente. Tem muito skatista próximo da gente que é artista, que faz foto, que faz vídeo, se move sabe? Isso que eu quero ver cada vez mais, nossos amigos, várias pessoas se influenciando em arte, em fotografia, em música. Quero que peguem isso tudo e tragam para nós, pra conhecermos várias coisas novas, absorver e com isso as pessoas também vão se informando cada vez mais, se inspirando em outras. Pra nós é a melhor coisa, se influenciar nos nossos amigos, nas pessoas que tão fazendo. É isso que eu quero, quero ver arte, quero ver muita gente fazendo. Acho que pela informação estar chegando mais fácil pra gente, conseguimos buscar referências, pesquisar sobre as coisas; é só querer. Se você quiser que a arte esteja próxima de você, cê vai absorver da melhor forma. A arte é feita pra fazer bem pra gente, nossos dias, tudo. Por isso que eu digo que a fotografia, o vídeo, a música se ligados a tudo nos seus dias, você vai viver até enxergando de outra forma, vai andar da rua e talvez reparar em algo que nunca reparou. Algo que tava ali a tanto tempo e você nunca enxergou.

Arte pra ser vivida na rua! Malabarista em Barbacena-MG – foto: Marcos Van Basten

Pra finalizar, o que você gostaria de dizer pra pessoas que estão tomando esse rumo da arte, que estão descobrindo suas trajetórias?

Um conselho que eu daria é que todo mundo tem tudo pra fazer com o que tem nas mãos, equipamento é o de menos. Você consegue fazer uma fotografia, um vídeo com o seu celular por exemplo. O que não pode é desistir, tem que estar sempre se esforçando e querendo fazer. Se você acreditar em você, se você gosta daquilo que está fazendo e acredita que aquilo é bom, segue seu olhar naquilo e vai fazendo, fazendo, fazendo. Ouça o que as pessoas que são importantes pra você tem a dizer, você pode se basear nisso pra te ajudar a melhorar cada vez mais. Com isso cada dia mais você vai conseguindo se encaixar e achar sua linguagem. Não desista de você, acredite no seu trabalho e corre atrás! Se você acreditar em você, naturalmente seu trabalho vai chegar em outras pessoas e elas vão se identificar com seu trabalho. O mais importante não é o equipamento, mas o sentimento e a mensagem que você quer passar e isso que vai importar no final das contas.

Sérgio Santoro em seu nose manual clássico nas ruas do Rio de Janeiro – foto: Marcos Van Basten

Muito obrigado pela oportunidade de estar aqui, parabéns pelo seu trabalho, por estar produzindo foto e vídeo e apoiando as pessoas daqui de Barbacena e de outros lugares. Continue assim que vai dar tudo certo pra você!

Obrigado você por colar aqui, eu gostaria de agradecer a Amee, agradecer as marcas que acreditam e apostam nos skatistas e artistas, que valorizam o trabalho dessas pessoas. Que veem a importância disso pra marca e pro skate como um todo. Marcas que te dão espaço, pra te ouvir, assim como a Amee fez comigo. Eu tive a ideia junto com ela e o espaço que ela deu pra mim, pro Flávio Grão (outro artista convidado dessa série de shapes da marca), de acreditar sabe? Às vezes você tem a ideia, você quer passar, mas não tem quem te ouça, até você chegar nessas pessoas é muito difícil, pra gente que mora no interior sem você conhecer em pessoa. Eu só tenho a agradecer a Amee, essas marcas e pessoas que me deram essa oportunidade, com certeza vai ficar registrado pro resto da vida.

Marcos em sua casa – foto: João Lucas Teixeira
assinatura no shape da Amee
shape Amee

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video por: João Lucas Texeira

AMEE.

shapes: www.ameeloja.com.br

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