Um vídeo com as meninas gringas andando de skate : Mariah Duran, Samarria Brevard, Fabiana Delfino, Vanessa Torres entre outras que mostram um pouco da realidade atual do skate feminino.
PUSHING FORWAD é uma serie de videos da Red Bull que aborta temas e assuntos relevante para o skate na atualidade.
Este episódio conta com a Vanessa Torres, skatista profissional das primeiras gerações do skate feminino, onde ela fala sobre a mulher no skate e sua complexidade, os problemas enfrentado e as novas realidades e oportunidades positivas que a mulher esta tendo dentro do skate. E também sobre os trabalhos que estão sendo realizando com o skate feminino como mais videos de skate , mais filmakers feminino, oficinas, encontros, escolinhas .
Hoje as meninas tem mais suporte/apoio do que 10 anos atras facilitando o surgimento de novas skatistas e a evolução técnica do skate feminino no mundo.
Mariah Duran
E com o skate nas Olimpíadas foi criadas situações novas para o feminino. Hj o skate feminino esta presente em quase tudo no universo do skate antes só masculino: em grades eventos, no julgamento, na locução e como comentaristas de várias transmissões entre outras coisas.
Skate like a girl!
Primeiramente nós da @ameeskate e do @divaskateras deixamos nossos sinceros agradecimentos às participantes do #3tricksameedivas
Queremos frisar que o intuito de todas nossas promoções não é focado na competição, e sim, na interação do skate feminino.
As finalistas que foram selecionadas pela skatista Marta Linaldi ( @mrlinaldi) + a equipe da Amee e Divas iam para voto público pelo instagram do @divaskateras.
Queríamos ter condições de premiar todas, mas conforme o regulamento, apenas uma participante receberá o kit em sua casa.
Parabéns, @kemily_suiara! Vc foi a mais votada!
Até a próxima!
em breve um video com todas as participantes.AMEE!
O dia 08 de março é muito importante para nos lembrar a importância das conquistas das mulheres em todo o seguimento. Não é um dia apenas para ganhar presentes e sim para ganhar respeito e igualdade pois infelizmente viemos de uma era machista cheia de abusos tanto psicológicos como físicos. Esses abusos são tão enraizados que muitas pessoas , inclusive mulheres, não tem conhecimento de que pratica o machismo. Na religião, no acadêmico, nos esportes , na política e dentro de casa essa herança machista ainda é forte, por mais conquistas que já foram ganhas.
Hoje aqui no blog da Amee vamos falar das principais conquistas no skate feminino. Claro que a lista é grande mas vou fazer recordações das principais conquistas pela qual foi moldando o skate feminino aqui no Brasil.
• Zine de skate feminino Nos anos 80 ( até antes) e 90 já tinham mulheres praticando skate. Elas começaram pelo freestyle e depois foi ganhando espaço no street. Mas foram as meninas do zine C.I.O. – Check It Out- que começaram a fazer um movimento importante para ganhar mais espaço na cena do skate que era extremamente machista e radical ( em todo o sentido). E elas criaram um espaço só feminino através do zine que não era apenas o zine e sim um movimento que fazia um trabalho de formiguinha coletando e incentivando meninas por onde passavam. Nessa época era quase impossível ter um espaço nas revistas andando de skate. As responsáveis por essa revista era a Liza Aráujo ( @liz_angeles) ,Luciana Toledo (@luciana_toledo77) e Ana Paula Negrão ( @anapaulanegrao) e foi através delas que também fizeram o 1º vídeo de skate feminino : Dona Maria
zines Check It Out
Na capa do zine: Amanda- SP ( 2000) e Catarina Hu ( 1998)
Quando o Skate Para Meninas, CIO e a Poseiden fizeram uma tour trazendo skatistas gringas como a Vanessa Torres . Mais sobre:https://skatefemininobrasil.blogspot.com/2007/05/tour.html
Essas meninas do zine junto com outras skatistas da época também foram responsáveis por lutar para ter a categoria em campeonatos. Elas buscavam meninas para completar de 3 a 5 competidoras para rolar a categoria, muitas vezes sem premiação. Isso foi crescendo até que em São Caetano do Sul já rolava os campeonatos com a categoria ( começo dos anos 90) e com os nomes : Luana de Souza ( RIP), Giuliana Ricomini, Renata Paschini, Alessandra Jurardi entre outras meninas .
Liza também foi responsável, junto a outras skatistas, pelo 1º campeonato feminino no Brasil ( veja mais aqui).
O 1º video de skate feminino no Brasil.- Dona Maria.
Dentre as skatistas, a Cherry ( RIP)
A 1º associação de skate feminina
Em 2002 surge a necessidade de uma organização mais séria para regulamentar os campeonatos femininos no Brasil. Com a ajuda da CBSK ( na época com o Alexandre Vianna como presidente).
A intenção da ABSFE era regulamentar os campeonatos que tinham a categoria feminina com mais seriedade e clareza nos critérios de julgamento , a obrigatoriedade da categoria feminina nos principais eventos e circuitos (que contavam pontos no ranking brasileiro) e mais tarde a divisão de categorias ( Fem1, fem2 e profissional).
Essa associação que teve como diretoria no inicio as skatistas : Patrícia Rezende (GOIAS) –presidente, Tatiane Marques ( SP) – vice presidente, Marta Linaldi ( SP) – secretária, Karen Jones (SP) – departamento de comunicações e relações publicas, Patiane Freitas(SP)- departamento de esportes, Ana Paula, Marcia (marca Bruaka) e Monica Messias (SP) – Departamento financeiro e Mirelle ( SP) – departamento jurídico. Depois foi mudando e tendo parceiras importante como a Evelyn Leine, Christie Aleixo e Renata Paschini .
logo da ABSFE criada pela skatista Tat Marques
Dessa associação surgiram muitas ideias como: Oficinas de skate só para as meninas que teve iniciativa da Evelyn Leine ( na época ela tinha o site ” skate para meninas” ) campeonatos só para meninas e circuitos da ABSFE que eram só femininos com divisão de categoria e homologado pela CBSK. Foram grandes conquistas que deu andamento para muitos eventos importante de hj e associações como a AFSK. Todo esse trabalho fez o skate feminino crescer na época surgindo nomes importantes no skate. Nessa época surgiam os blogs e sites direcionados só para skate feminino. O skate saia do papel e surgiam os sites: Garotas no Comando ( era da skatista Karen Jones), Skate Feminino Brasil ( da skatista Tat Marques ), Skate para Meninas ( da skatista Evelyn Leine) e depois o Divas Skateras ( da skatista Estefania Lima).
1º campeonato feminino da ABSFE realizado pela Patiane e Karen Jones na pista da Lapa Onboard – SP em 2002 fonte: Skate Feminino BrasilEsse foi o 1º circuito da Absfe, realizado pela Tat Marques e Evelyn Leine, com 2 categorias ( fem1 e fem2 ) e a modalidade mini ramp. Veja mais sobre os resultados : Skate Feminino Brasil
Rolava Oficinas de Skate idealizados pela Evelyn Leine, que mais tarde foi responsável por um dos principais eventos feminino do Brasil: O Copa Skate Para Meninas
Campeonato Brasileiro de skate feminino realizado pela AFSK que começou em 2011 com 30 participantes e chegou a 180 skatistas divididas nas categorias: mirim, fem1, fem2, master e gran master em 2 modalidades: street e bowl.
Categoria profissional no skate feminino
O que era motivo de piada anos atras virou realidade através de muito esforço e skate! A categoria feminina precisava de mais um degrau para continuar essa evolução e foi chegada a hora de ter a categoria profissional no skate feminino com as primeiras profissionais : Christie Aleixo ( downhill), Karen Jones ( vertical), Renata Paschini ( vertical), Leticia Bufoni ( street) e Ligiane Xuxa ( Street) . Hj temos muitas profissionais mas a primeira foi em 2000 com a Christie Aleixo. E com isso veio os campeonatos profissionais só feminino ( Na verdade ja tinha la fora -USA_ e as meninas iam pra la competir) mais tarde aqui no Brasil com o campeonato realizada pela AFSK o Super Street Pro, em 2016 onde a Karen Feitosa e a Pamela Rosa passaram pra pro.
As skatistas começaram a assinar produtos como profissionais e a 1º foi a Ligiane Xuxa assinando seu pro model ( shape) da Amee Skate , logo veio a Karen Jones assinando tênis da Mary Jane e Renata Paschini também assinando shape pela Rattrap.
Christie Aleixo – a 1º mulher a virar profissional( 2011) no skate brasileiro.
Video de lançamento do pro model da Ligiane Xuxa com a marca Amee Skate Arte
Igualdade na premiação
Não é novidade a diferença de premiação entre homens e mulheres em um evento. Em um evento e cotas/ salários para as skatistas / atletas. Isso não é uma realidade só no skate mas em todas as areas : moda, design, advocacia… e assim vai. Mas foi em um campeonato do Oi STU Open que aconteceu em 2016 que veio a tona essa questão.
A diferença entre valores nas premiações das meninas e meninos era gritante! Heis que rolou um movimento, não somente do skate, com a força da internet, mas com a sociedade toda que ficou indignada de ver essa diferença.
Essa foi uma questão importante que foi levantada e hj muitos eventos já igualaram as premiações dando mais oportunidade de crescimento para as skatistas que se dedicam a isso.
Ainda existe muitos atos machistas no meio do skate e nas maiorias do esporte. Mas o importante é saber que o trabalho esta sendo feito e as coisas estão melhorando. A conscientização sempre é o melhor caminho.
A Amee tem uma grande satisfação em fazer essa parceria com o artista e amigo Flavio Grão. Demorou um pouco para acontecer mas hoje ele faz parte da nossa historia com essa pintura exclusiva e muito bonita que estampa os shapes da marca.
Quem é o Grão?
Eu sou Flavio Grão, eu cresci em São Bernardo do Campo – SP, tenho 44 anos, sou educador e artista plástico.
Qual sua relação com o skate e com a arte?
Eu cresci em SBC, lá tem a pista clássica, que já foi até reformada algumas vezes, e foi um período em que o skate estava em sua forma mais agressiva. Na década de 1990 eu andava e as artes do skate me chamavam muito a atenção, foi o skate que me apresentou o punk rock que é uma cultura que me ensinou muito através do Do It Yourself (Faça você mesmo).Eu desenho desde muito pequeno mas foi quando eu comecei a frequentar o cenário do punk e do hardcore que eu comecei a ver uma função para a minha arte. Eu comecei a ser chamado pra usar a artes que eu fazia no meu caderno para estampar a capa de um cd, uma camiseta, ou fazer um cartaz de banda,etc. A primeira função que minha arte teve foi a serviço da música e isso continua até hoje.
cartaz de autoria do artista para um show da Chocolate Diesel, na qual Grão era Guitarrista na década de 1990
Quando você fala de um skate agressivo e da própria estética apresentada por esses shapes na época, você acha que hoje no momento em que que vivemos, elas ainda teriam o mesmo efeito?
Eu acho que o skate nos anos 1990 era mais transgressor e de certa forma suas artes também representavam isso. Hoje em dia o skate tá por todo canto, isso é positivo porque você tem acesso a várias formas de arte, de shapes e muitos skatistas acabam se expressando através da arte. O skate tem essa questão da atitude e skatistas vêm a possibilidade de se expressar através da música, desenho e da pintura. Hoje eu não acho que as estéticas do skate não estão ligadas a uma coisa só, nos anos 90 estava muito ligado a agressividade, as caveiras, etc. Hoje em dia tem espaço para praticamente tudo.
O seu contato com o skate quando você era mais novo, que te apresentou esse caminho pautado pela liberdade e por essa forma lúdica de encarar a cidade, contribuiu de alguma forma pro seus processos criação hoje?
Acho que foram duas coisas, o skate e o punk rock. Primeiro o skate por essa outra percepção da cidade e se deslocar, encontrar grupos de diferentes bairros e classes sociais. O skate tem essa característica da congregação, que me fez conhecer a cidade de uma outra forma. Lançar possibilidades e se desafiar, de encarar as coisas de maneira diferente. Acho que essa subversão que o skate traz também pode ser aplicada para a arte.
Você, como arte educador, advindo desses movimentos, como foi fazer essa transição para a prática como educador?
Eu me tornei educador dando aula no movimento punk, eu vi que queria trabalhar com liberdade e trabalhar com pessoas, a reciprocidade. O skate traz uma percepção diferente da cidade, consciente e inconscientemente. Você olha cidade com outros olhos, primeiro porque pode fazer interações lúdicas e também como um desafio. Acho que isso faz com que skatistas encarem a cidade e sociedade de uma forma diferente, porque andar de skate é criar em cima da cidade, eu vejo que muitos skatistas acabam tem e manifestam essa capacidade criadora, se envolvem com música, fazem arte, indo por esse caminho artístico. O skate é uma mola propulsora da criatividade.
crianças realizam dinâmica de pintura em uma aula ministrada por Grão
Vendo que o skate como método de empoderamento, é uma ferramenta útil na educação? Você já usou o skate ou coisas advindas do skate no seu processo como educador?
Não porque eu creio que o skate é livre, acima de tudo, mas ele tem um componente que eu não diria exatamente educativo mas de sociabilidade, através dessa qualidade de congregação, de união de pessoas de diferentes lugares, se reunirem para andar de skate. Eu vejo sim a questão do empoderamento, da criança/jovem que começa a andar muito cedo, superar seus próprios desafios, a se deslocar pela cidade mas creio que ele não se encaixa no sistema educacional. Ele é sim educativo, talvez até auto-educativo.
Você é ilustrador e já realizou vários trabalhos como zines de narrativa, capas de livros e cds. Como anda essa produção dessas obras?
Eu estou mais focado na pintura agora. Eu tenho sorte de ser convidado para fazer um estilo de arte que eu já faço em termos de estética, e de fazer coisas que eu consumo né? Eu gosto muito, tenho sorte das pessoas respeitarem o tipo de desenho que eu tenho e confiarem no meu trabalho.
obra do artista estampa o disco “Ponto Cego” da banda de harcore Dead Fish lançado em 2019
Como aconteceu esse convite da Amee para fazer essa colaboração do shape?
Eu conheço a Tat (criadora da Amee skate & arte) há muito tempo. Nos anos 90 ela foi uma das primeira meninas que eu conheci que andavam de skate. Nós somos da mesma geração, tínhamos amigos em comum, ela colava nos shows da minha banda (Chocolate Diesel, img 2) é uma história bem longa. Nós vimos essa possibilidade de fazer esse shape junto e eu já conhecia os outros shapes da marca, vejo que ela tem essa questão de dar liberdade para uma arte do shape, acho isso muito bacana porque vira um objeto colecionável mas também feito para ser usado.
arte original do shape, látex sobre papel
No processo de produção da ilustração do shape, e de representação das crianças no shape por exemplo, de onde vieram essas inspirações e o que foi/é essa arte pra você?
Eu pensei muito na questão lúdica da cidade e no arquétipo urbano que o skatista acaba virando, daquela menina ou menino empoderado, que circula se desafiando pela cidade. Os rostos deles não são mostrados porque skatista é um arquétipo da cidade, grandes ou pequenas, sempre existe aquela figura que está sempre circulando, desafiando a arquitetura urbana, o banco vira um obstáculo, etc. Sempre estive pensando nisso, dessa forma lúdica e desse pensamento, muitas pessoas não percebem, mas é uma forma de pensar o mundo de vê-lo de outra perspectiva.
A menina no topo porque o skate é uma atividade que propicia muito esse empoderamento feminino, de certa forma a criação das mulheres tradicional é pensada para que ela não saia de casa e o skate traz essa questão do movimento, do expandir, então eu achei fundamental que a figura principal da arte fosse uma mulher.
Com relação às cores, eu usei tinta látex, tinta de parede de cores bem populares e familiares à prática do skate, que a gente vê na rua cotidianamente, porque o skate é segunda atividade atlética mais praticada no Brasil e isso faz com relativamente comum vê-la pelas ruas participando daquele ambiente urbano.
Em que momento para o Grão aquela arte foi feita? O artista que começou aquela arte é o mesmo de hoje?
A gente sempre muda né, mas naquela época eu estava fazendo uma pesquisa de cores, América Latina, na arte do shape isso fica mais explícito, mas essas referências continuam no meu trabalho. A gente nunca é a mesma pessoa, mas eu continuo trilhando esse mesmo caminho.
Na sua produção você utiliza muitos cadernos, sketchbooks, são coisas dinâmicas que podem ser levadas e trabalhadas em qualquer lugar, porque essa escolha?
O sketchbook é como um diário pra mim. Um lugar de registros conscientes, escritas e através do desenho, muitas informações simbólicas e inconscientes. É uma produção que eu levo muito a sério, eu vou desenhando e vai criando uma narrativa que muitas vezes eu só vou entender depois. É um modo de transformar minha vida cotidiana em arte, muitas vezes eu vejo que um desenho que eu fiz no caderno as vezes vira um quadro, é uma produção que se movimenta constantemente.
esboços originais da arte do shape lançado pela Ameeesboços originais da arte do shape lançado pela Amee
Como o artista em você percebe essa arte utilitária, que é além de estampar algo ela também vai passar pelo uso cotidiano, no caso do shape por exemplo?
Eu acho que o shape tem duas coisas, tem a questão de que é uma obra colecionável e uma obra que vai ser destruída né? Quando você faz/compra um shape com uma arte que você acha bonita, deve ser uma contradição muito grande pra quem compra. O shape é um modo de arte urbana muito efêmero assim, é algo que vai ser feito para ser desgastado. As vezes eu fico pensando, talvez se a pessoa gosta muito da arte ela pode compra um shape pra colocar na parede e outro pra destruir hahaha
Você já tinha feito outras artes de shapes antes?
Essa é a segunda arte. Nos anos 90 eu fiz uma série inteira, com 8 shapes e agora to voltando com esse. Da primeira vez eu tinha um personagem em comum e tinha que adaptar o personagem pra cada skatista de acordo com suas características e coisas que eles gostavam e agora é uma arte que eu fiz de maneira bem independente, de certa forma é um respeito pela arte por si só.
O skate como arte trabalha com arte sensível, sentir nas mão, sentir as texturas com os pés e sua produção é majoritariamente manual. A sua escolha por produzir arte manualmente é de manter esse aspecto sensível e manter essa tradição da arte feita com as próprias mãos?
Se eu fizer um resgate, eu comecei fazendo arte manualmente, aí veio a arte digital, eu não migrei pra arte digital porque a princípio eu não quis aprender e depois eu vi que o que eu fazia tinha muito significado, pelo fato de ser manual e porque era um diferencial. Eu acabei me mantendo na arte manual mas eu creio que a arte digital é muito importante para quem trabalha com velocidade. Pra mim faz sentido fazer uma arte manual porque tem ligação com o gesto, o inconsciente e a velocidade mais lenta também contribui pra você pensar de uma outra forma para o que está produzindo. No começo era o que eu fazia, depois eu não corri atrás e acabou sendo o que eu faço até hoje haha
Você acha que hoje no tempo em que vivemos, no qual tudo é acelerado, e a gente não consegue lidar com a velocidade em que as coisas acontecem, deveríamos ter mais contato com a arte manual e ter um tempo diferente mais devagar do fazer?
Tem uma teoria da educação que fala que para o conhecimento novo ser absorvido ele tem que se estabilizar aos conhecimentos anteriores e só depois ele vai se encaixar naquele sistema, como se pegasse um livro e encaixasse numa estante cheia de outros livros, primeiro ele se estabiliza e depois você encaixa, classifica ele. Para mim o tempo da contemplação é muito importante, de encaixar, de absorver e talvez se apropriar daquele novo conhecimento. Eu cresci no analógico e não sei como é para alguém que nasceu no digital. Pra mim isso é muito importante mas é difícil dizer como as outras pessoas lidam com isso.
Obrigado por ter nos recebido em sua casa, por nos conceder essa entrevista e parabéns pelo seu trabalho. Para fechar, que conselho você daria para pessoas que buscam seguir no caminho da arte hoje?
Muito obrigado vocês, foi muito massa recebê-los aqui. E o conselho é faça o que você gosta, arte ou skate, pelo motivo mais nobre que é o simples gostar de fazer. Fazer para buscar dinheiro, fama ou vaidade já é um desvio do princípio, arte é processo e não produto. Fazer algo nos dias de hoje sem esperar reconhecimento monetário pode ser um belo caminho para uma evolução pessoal, isso são coisas que a arte e o skate lhe oferecem.
Grão em seu ateliê em sua casa
Shape de marfim com fiberglass disponível nos tamanhos: 7,75″ – 8″ – 8,25″ e 8,5″
Shapes já disponíveis para compra – acesse: Loja Amee
Texto, fotos e edição do video:
Joao Lucas Teixera ( @joaolucasrt )
US filmmaker Carol Dysinger (L) and director Elena Andreicheva accept the award for Best Short Subject Documentary for “Learning to Skateboard in a Warzone (If You’re a Girl)” during the 92nd Oscars at the Dolby Theatre in Hollywood, California on February 9, 2020. (Photo by Mark RALSTON / AFP) (Photo by MARK RALSTON/AFP via Getty Images)
É incrível o projeto do @skateistan em Kabul no Afeganistão!
Um projeto para as meninas estudarem e andarem de skate, motivando-as a crescer forte e lutar pelo que acreditam e querem ser quando se tornarem adultas, mesmo a tanta opressão com mulheres ainda nesse lugar!
Parabéns @skateistan! 👏🏼👏🏼
Isso levou a @grainmedia com a diretora Carol Dysinger fazer um documentário curta-metragem que ganhou o Oscar esse ano! Isso é sensacional!
Você pode ver o trailler clicando no link da bio deles! Ou você pode tentar assistir o documentário pelo @aetv.
Para muitos, as Olimpíadas de Tokyo vão ficar marcadas como a estréia do skate como modalidade na competição.
Sendo assim, no NIKE INNOVATION 2020, a marca apresentou todas as inovações, tecnologias e produtos criados para os jogos.
No skate, a filosofia dos produtos segue um grande guarda chuva da empresa onde o objetivo é reduzir as emissões de carbono sob o lema MOVE TO ZERO.
Todas as peças são fabricadas com 100% de poliéster reciclado e o responsável pelo desenho foi ninguém menos que PIET PARRA, colaborador antigo da NIKE que recentemente assinou uma coleção cápsula para a linha de skate.
O uniforme da seleção brasileira é inspirado na beleza do Rio de Janeiro com as cores da cidade e o Pão de Açúcar. Já o da França faz referência ao tênis, um dos esportes mais populares do país e tem um galo como símbolo. Por último, a seleção dos Estados Unidos que teve seu uniforme pensado a partir dos uniformes de basquete e uma águia bordada como detalhe.
Lembrando que as peças são feitas para alta performance e serão usadas pelos skatistas na competição e devem chegar nas lojas na mesma época.
BRASIL
FRANÇA
USA
Fonte: SneakerBr
Cada skatista /atleta terão liberdade para escolher com que roupas, dentro do kit elaborado, que vão correr o campeonato.
abaixo as opções.
E vocês?
O que acharam?
deixe seu comentário aqui! AMEE
Como funciona:
Somente mulheres poderão participar. A skatista precisa mandar uma linha com 3 manobras na sequência ( sem cortes e sem montagem). Curta @ameeskate e @divaskateras, publique o seu vídeo até o dia 10/03/2020 (terça)
marcando os dois perfis + a hashtag #3tricksameedivas. Quanto antes postar melhor para avaliar 😉 .
Depois, é só torcer!
Qual será a premiação:
A linha que se destacar entre as demais irá receber em casa um kit da Amee Skate Arte (contendo 2 camisetas, 1 boné, 1 shoulder bag e 1 shape c/ lixa).
Quem irá julgar:
Equipe da Amee e Divas, e a skatista @mrlinaldi. As 6 melhores vão para votação pública pelo insta do Divas Skateras no dia 11/03/2020 (quarta). O resultado do vídeo mais curtido sairá no dia 16/03/2020 (segunda).
O que será analisado?
Criatividade, técnica e constância. Pode ser na rua ou na pista. O que vale é ser original. Boas sessions!
O INTERADIVASé um espaço dentro do @divaskateras onde são feitas mini entrevistas com as skatistas mais influentes do Brasil pela skatista Tat Marques. E a skatista dessa vez é a Catarina Huh (@catarinahuh) uma skatista 90’s !! Começou a andar em 1996 e inspirou muita menina com seu estilo técnico nas bordas e nas ruas.
⚒️
DVS – Quem te inspira a andar de skate?
CH – Nora Vasconcelos, Vitória Bortolo, Vitoria Mendonça além dos meus amigos Pat, Thiago Garcia e Jeorge Simas.
DVS – Qual manobra vc mais gosta de mandar?
CH – Qualquer uma que seja bem dada.
DVS – Qual manobra vc quer aprender?
CH – Qualquer uma que seja nova.
DVS – Deixa uma mensagem p as skatistas:
CH – Melhor do que não cair, é aprender a cair.
Vocês também se inspiraram em alguma skatista dos anos 90? Marque ela aqui nos comentarios 😉✌️
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Por: @tat_marques
Ishod e Kyle percorreram muitos quilômetros juntos e em algum momento ao longo do caminho a idéia de compartilhar um projeto de vídeo se tornou realidade. Desde as primeiras viagens até os cortes finais, eles correram atras e fizeram acontecer. Viajar, andar de skate e filmar com seus amigos – é assim que deve ser. Seja livre, de verdade.
Video com os skatistas de MG com muita trick criativa na rua! Conheça um pouco da historia e do processo criativo do video de skate Inércia produzido pela Markizes ( @markizes19) e explicado por João Lucas.
AM- Por que Inércia?
Nos dias de hoje a gente tem uma vida muito acelerada. A velocidade dos acontecimentos é tão grande que a gente não consegue experiênciá-los de fato porque sempre existe algo pra fazer além daquilo e as coisas passam de modo que não dá nem pra aproveitá-las por completo. Isso gera uma ansiedade pela próxima coisa sempre, num esquema de conquista/recompensa muito mais rápido que 7 anos atras, quando eu comecei a filmar o vídeo por exemplo. E muitas pessoas assim como eu ( Joao Lucas)fica tão absorto nesses esquemas que ficam inertes. Sem movimento, parados em seus processo de experiência, sem aprender com os tropeços da vida e sem conseguir seguir em frente. Eu queria que a partir de um relato meu, que transmitisse essa sensação de ansiedade generalizada, as pessoas pensassem sobre isso, sobre seus processos e experiência passadas para construir um futuro melhor.
AM- Qual foi sua inspiração ?
Todo esse processo foi uma longa caminhada, de momentos maravilhosos mas também momentos muito difíceis. Em alguns momentos eu sentia que não estava fazendo nada nem pra mim quanto mais pro vídeo saca? Eu tava num limbo que imagino que muitas pessoas hoje sentem ou já tenham sentido em algum momento da vida. Queria falar pra essas pessoas não se desanimarem e seguirem em frente, alterarem suas trajetórias e tenham noção de que é um processo longo árduo, mas vale a pena ser feito!
Em 2016, eu sofri eu caí e quebrei o crânio, fiquei na UTI sob coma induzido por 12 dias. Antes disso, eu me sentia num limbo, depois disso, depois de todo aquele susto, processos de recuperação e etc, falando aqui sem um olhar sensacionalista de superação, eu percebi que estava nesse processo e deveria fazer algo pra mudar essas coisas. Ninguém precisa passar por um coma para entender esses processos, mas as vezes precisamos de ajuda e não tem nada de mal nisso, ninguém nasce sabendo. Minhas amigas e meus amigos sempre me apoiaram, sempre estiveram do meu lado quando eu precisei e mesmo que eu não tenham colocados todxs elxs no vídeo, isso é uma mensagem de agradecimento a elxs também!
AM-A edição esta bem legal! Você fez tudo?
O vídeo foi filmado com ajuda de quase todas as pessoas que participaram dele, todos se ajudando ao longo do processo para que algo seja realizado. Além disso, todas as músicas do vídeo, tirando os créditos são de músicos skatistas, que andaram conosco e não deixam o skate de lado nesse meio tempo! Eu editei o vídeo sozinho, mas é impossível dizer que não foi uma produção colaborativa imensa durante todos esses anos <3 .
AM- Você acha que esse vídeo contribui pra cena de skate mineira ? Quem fez parte?
Existem participantes e colaboradores no video de algumas cidades mineiras e cariocas.
Rio Pomba, aonde começou a Cachorro Molhado Crew, da qual faço parte e tenho orgulho de apresentar meus trabalhos fazendo referência a eles. Lavras, aonde morei e fiz parte da Zio, meu primeiro patrocínio oficial e as pessoas que estavam junto comigo produzindo, o João Assis, Boca, o Yago Bertolucci, o Giovanne, o Lucas que aparece no começo do vídeo, o Igor Maciel, que é de São João mas morou em Lavras um tempo, que filmou e produziu comigo. Ouro Preto e Mariana, que eu morei com o Thiago (Cândido) que aparece dando uma sessão na rua e pulando a barreira de transito, que também é de Rio Pomba e também é da CM. BH e Lagoa Santa, com o Douglas Tertuliano, que é de Lagoa Santa, tem imagens no vídeo e já explora a cena de lá de skate.
O Meninsk, que compõem a trilha, é de Rio Pomba, mas mora e produz em BH hoje
A Desmanche, banda da segunda musica, que é do Guilherme Leonal, ex presidente da associação dos skatistas de Ouro Preto (ASKOP) e faz um trabalho interessantíssimo de DIY e luta pelos espaços de skate e incentivo aos skate para crianças
Quase todas as cena em Janaúba, Norte de Minas, aonde tem o “ditch brasileiro” e Bom Sucesso – MG foram filmadas pelo João Ruas (@exxperimentaluser) que é meu primo, não anda de skate mas colaborou esse tempo todo no vídeo.E também o pessoal de Volta Redonda – RJ, Derick Vice, Cadu Azevedo, Maurício Rody, Pedro Henrique Nem (que também foi produtor de incentivo cultural la em VR), Miguel Murilo, Ramon Candido e Vinicius Salgado. Que me receberam lá 8 anos atras e até hoje temos um contato muito proximo e colaboração em produção de projetos de skate.
AM-O que é Markizes?
Markizes (@markizes019) é um selo de produção de vídeos e eventos criado no começo de 2019 para incentivar e dedicar um espaço para a skatearte nos cenários de Barbacena e São João Del Rei pelo Marcos Van Basten e por mim. Ao longo do ano passado realizamos dois eventos chamados de Dia de Skate Arte, o primeiro em uma galeria e escola de arte mantida por um skatista em SJ (@navearte_) com rodas de conversa, shows, campeonato e com uma exposição de arte em shape e arte de skatistas da região com duração de um mês e na segunda edição já introduzimos oficinas e apresentações de teatro ao evento. O objetivo da Markizes é levar a arte de skate e feita por skatistas pra mais pessoas, além do skate e usar essa plataforma do skate e toda sua pluralidade e ferramentas de construção social para a comunidade em que está.
Em 2019, introduzimos o Diego Cow (SJ) e o Jhony Eduardo (BQ) como skatistas e lançamos algumas artes em adesivo, canecas e prints da marca.
Pra 2020 esperamos colocar introduzir alguns nome com vídeo de introdução para colaboração no projeto.
Este é o 1º video do Markizes onde a Amee teve oportunidade de expor alguns dos seus shapes. O evento rolou em São João Del Rey _ MG (2019).
João Lucas tem 22 anos e mora em São João Del Rey. Estuda teatro e é skatista há 10 anos . Foto: Marcos Van Basten